DESMATAMENTO

Desmatamento em Terras Indígenas aumentou 65%, de acordo com dados do Inpe

Unidades de Conservação também tiveram aumento acima da taxa média de toda Amazônia Legal

Os dados consolidados do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisa Especiais (Inpe), indicam que a taxa de desmatamento em Terras Indígenas e em Unidades de Conservação Ambiental superara a média de toda a Amazônia Legal. Nessas áreas, a derrubada da floresta é ilegal.

Divulgado na última segunda-feira (18), o valor estimado do desmatamento ficou em 9.762 quilômetros quadrados (km²) para o período de agosto de 2018 a julho de 2019, o que representa um aumento de 29,54% em relação a taxa de desmatamento apurada pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) em 2018, que totalizou 7.536 km².

Em terras indígenas, o desmatamento saltou de 260,6 para 429,9 quilômetros quadrados (km²), o que representa um aumento de 65%. Nas Unidades de Conservação, a devastação foi de 767 para 1.035 quilômetros quadrados (km²) no mesmo período.

De acordo com o Instituto Socioambiental (ISA), as Terras Indígenas são importantes barreiras para desmatamento, mas em algumas áreas a situação é crítica, principalmente devido a invasões ilegais e à proximidade com grandes obras públicas. Esse é o caso da campeã de desmatamento, a Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará, que fica próxima à rodovia Transamazônica e na zona de influência da hidrelétrica de Belo Monte.

 

Editado por: Julia Chequer

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