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COLUNA DA JUVENTUDE I Aborto legal e seguro para não morrer

''Estima-se que o aborto seja a quarta causa de morte materna no Brasil''

No mês de agosto deste ano, uma menina de 10 anos, que foi estuprada, viajou de São Mateus (Espírito Santo) até Recife (Pernambuco) para conseguir fazer um aborto, que é permitido pela lei nos casos de estupro. A gestação para uma criança dessa idade pode acarretar, ainda, inúmeros prejuízos para sua saúde. Além de todas essas dificuldades para realização do procedimento médico, a menina enfrentou grupos conservadores, que divulgaram seus dados pessoais e tentaram impedir o aborto. 

Estima-se que o aborto seja a quarta causa de morte materna no Brasil. Os riscos para a saúde das pessoas que abortam são agravados com a criminalização, já que não impede a realização dessa prática, que é feita em condições extremamente precárias, ampliando o risco de morte. A criminalização do aborto é ainda mais nociva para as mulheres negras, que possuem duas vezes e meia mais chances de falecimento em decorrência de aborto do que as mulheres brancas, conforme dados da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Em razão da importância dessa questão para a preservação da vida, o dia 28 de setembro é marcado como o dia de luta pela descriminalização do aborto na América Latina e Caribe. 

Anna Sandri é advogada, militante do Levante Popular da Juventude e da Consulta Popular, 
Letícia Freitas é militante do Levante Popular da Juventude, e estudante de Ciências Sociais

 

Editado por: Gabriel Carriconde

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