Direitos

Servidores Municipais devem acionar a justiça para barrar a Reforma Previdenciária no Recife

Diversos sindicatos e associações de diferentes categorias se uniram em defesa da aposentadoria dos servidores

Uma reforma previdenciária municipal proposta pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), foi aprovada na Câmara dos Vereadores do Recife na última semana, sem consultar os servidores. A capital pernambucana possuía uma liminar que garantia a não-obrigatoriedade da aplicação da reforma da previdência de 2019 conquistada na gestão de Geraldo Júlio (PSB), válida até novembro de 2021. Confira:

O texto municipal não só aplica a reforma nacional, como aprofunda alguns aspectos. Enquanto a alíquota nacional da reforma seria proporcional aos rendimentos. Já no município, foi estabelecida uma alíquota de 14% para todos os servidores; bem como aumenta o tempo de contribuição para homens e mulheres em 4 e 6 anos, respectivamente.

“A reforma pegou todo mundo de surpresa! A gente enquanto Fórum dos Servidores do Recife nos reunimos enquanto 26 entidades e associações, e chamamos os vereadores para conversar, da oposição e da base aliada do governo, que é maioria, né? Mas infelizmente a gente não conseguiu barrar essa atrocidade”, lamentou Andreia Batista, integrante do Fórum dos Servidores Municipais do Recife da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE).

Inconformada, a categoria se prepara para acionar a justiça para tentar barrar as alterações do município na Reforma da Previdência nacional. “Esta foi até pior que a reforma da previdência que aconteceu em 2019 e o impacto é terrível para os servidores que estão na iniciativa pública, que vão se aposentar de maneira totalmente diferenciada”, afirmou o advogado Danilo Dantas, que integra a comissão de advogados que acompanham a questão. “A ideia neste momento é organizar uma ADIN -uma Ação de Inconstitucionalidade- para tentar barrar (a Reforma Previdenciária Municipal). Se não conseguir barrar tudo, tentar barrar uma parte do procedimento”, concluiu.

A nossa equipe entrou em contato com a Prefeitura do Recife para pedir esclarecimentos sobre as questões apontadas e sobre o regime de urgência aplicado à questão. Mas, até o momento, a Prefeitura não respondeu. 
 

Editado por: Monyse Ravena

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