Tóquio 2020

Artigo | Medalhas, substantivo feminino no Brasil

Mulheres ganham três das quatro medalhas de ouro do Brasil nas Olimpíadas

Três das quatro medalhas de ouro brasileiras conquistadas nas Olimpíadas de Tóquio têm nomes femininos: Ana Marcela (maratona aquática), Rebeca Andrade (ginástica), Martine Grael e Kahena Kunze (vela). Contra um masculino, Ítalo Ferreira (surfe). Na prata, a disputa estava em 2 a 1 para as mulheres no fechamento da edição 223 do Brasil de Fato Paraná, com Rebeca e a fadinha Rayssa Leal (no skate) contra Kelvin Hoefler (skate). Nesta quinta (5), Pedro Barros levou a prata no skate park e empatou a "disputa".

Os homens levam vantagem, a cinco dias do encerramento dos Jogos Olímpicos, no bronze. Mayra Aguiar (judô) e Luisa Stefani e Laura Pigossi (dupla no tênis) totalizavam duas medalhas contra seis de Daniel Cargnin (judô), Fernando Scheffer e Bruno Fratus (natação), Abner Teixeira (boxe), Alison dos Santos e Thiago Braz (atletismo). O Brasil já tem mais duas medalhas garantidas no boxe, de Beatriz Ferreira e Hebert Conceição, que venceram semifinais nesta quinta (5) e podem agora conquistar ouro ou prata.

Rápida evolução 

Se o Brasil evolui lentamente nos esportes olímpicos, a ascensão das mulheres está mais rápida. As primeiras medalhas femininas só vieram em Atlanta, em 1996, com ouro e prata no vôlei de praia (Jacqueline e Sandra, Adriana Samuel e Mônica), prata no basquete e bronze no vôlei de quadra.

O destaque negativo, este ano, em Tóquio, é que o vôlei de praia não tem mais chance. As duplas femininas e masculinas foram eliminadas. Na quadra, a situação é melhor. A seleção feminina passou pelas russas e vai enfrentar as sul-coreanas, nas semifinais. Já a masculina foi derrotada pelos russos, numa parada duríssima. No futebol, a seleção masculina tem a prata garantida, mas ainda tenta buscar o bi olímpico no sábado (7), contra a forte Espanha.

Editado por: Lia Bianchini

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