TRANSPORTE PÚBLICO

RJ: Deputado questiona agência reguladora de transporte sobre superlotação das barcas

CCR Barcas tem operado com intervalos maiores em horários de pico e mesmo com aumento do fluxo de passageiros

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
barcas rio
Deputado informou que tem recebido muitas reclamações de usuários das barcas que fazem a travessia entre Rio, Niterói e Paquetá - Reprodução

O deputado estadual Flávio Serafini (Psol-RJ) enviou um ofício para a agência reguladora de transportes públicos do Rio de Janeiro (Agetransp) para que ela tome as medidas cabíveis em relação à superlotação que vem ocorrendo nas plataformas e nas viagens das barcas na travessia Rio-Niterói e nas viagens para a Ilha de Paquetá.

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O parlamentar citou a Lei 8.800/2020 e o Decreto Estadual 47.128/2020, ambas sobre medidas relacionadas às operações do transporte público coletivo no período de enfrentamento da pandemia da covid-19 com o objetivo de evitar a contaminação da população fluminense nos deslocamentos.

"Solicitamos à Agetransp que execute ações de fiscalização a fim de assegurar o cumprimento destes dispositivos legais e publique em seu site as autuações referente aos eventuais descumprimentos", disse o deputado.

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Serafini pediu que a agência promova a ampliação do número de viagens no sistema da concessionária CCR Barcas. O artigo 8º do decreto determina que "caberá à Secretaria estadual de transportes, à Agetransp e ao Detro, por ato próprio, realizar toda e qualquer alteração na operação que venha a adequar a movimentação de pessoas nos diversos modos de transporte pelo período que perdurar a emergência, bem como sua eventual prorrogação”.

Bolsonarismo

Serafini criticou a condução que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), em relação às medidas contra a covid-19. Segundo ele, Castro é um bolsonarista que segue desrespeitando as normas sanitárias impostas pelo próprio governo do estado para o combate de propagação do coronavírus.

"Não é à toa que a pandemia matou tanto no Brasil e o Rio de Janeiro virou epicentro de novas variantes da covid. O nível de irresponsabilidade de empresários e autoridades é enorme. A pandemia não acabou. Embora a vacinação tenha avançado, o número de contágio continua muito elevado e pessoas seguem morrendo", afirmou o deputado.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Eduardo Miranda