OCUPAR E RESISTIR

Abril Vermelho: MST realiza ato em defesa da reforma agrária em frente à sede do Incra no Rio

Manifestantes encontraram as portas do Instituto fechadas e continuaram protesto até serem recebidos por um responsável

No audio source provided.

Militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de assentamentos de diversas regiões do Rio de Janeiro realizaram uma manifestação em frente à sede estadual do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na manhã desta terça-feira (12), para levar uma série de reivindicações dos assentados e acampados.

Leia mais: Governo troca secretário de Saúde Indígena e nomeia militar sem experiência na área

O ponto de encontro foi em frente à Igreja da Candelária, na região central da cidade. De lá, os manifestantes marcharam até o prédio do Incra proferindo palavras de ordem. A atividade deu início à jornada nacional de lutas em defesa da reforma agrária, o “Abril Vermelho”, em memória às 21 vítimas do massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996. O tema deste ano é “Por terra, teto e pão”.


Manifestação do MST em frente ao prédio do Incra / Pablo Vergara

A integrante da Direção Nacional do MST, Luana Carvalho, explicou em entrevista ao programa Central do Brasil, uma parceria do jornal Brasil de Fato com a rede TVT, que o Incra tem se negado a dialogar com o movimento nos últimos anos.

"A gente achou que era imprescindível vir até a porta do Incra para cobrar a pauta da reforma agrária. Nós temos casos urgentes a serem tratados, como a desapropriação do acampamento Cícero Guedes, das usinas Cambahyba, como a pauta do crédito habitação que foi aplicada de maneira totalmente suspeita nas nossas áreas", relata a dirigente.

No entanto, os manifestantes encontraram as portas do órgão fechadas e deram continuidade ao ato em frente ao prédio reivindicando que algum responsável do Instituto os recebesse.


Manifestação do MST em frente ao prédio do Incra / Pablo Vergara

Dona Iva, integrante do Assentamento Irmã Dorothy, viajou de Quatis até o centro do Rio para participar da atividade e levar pessoalmente as reivindicações ao Incra.

“Os documentos não saem, e por quê? Se nós já ganhamos a posse. O que está acontecendo, que eles não liberam para a gente o que é de direito da gente? Estamos aqui só reivindicando nossos direitos”, indagou Iva.

Como parte da Jornada, durante o horário de almoço, 300 marmitas solidárias produzidas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), junto com o Movimento Unido dos Camelôs do Rio (Muca) na cozinha solidária da Lapa foram entregues nas imediações do Incra.

Na parte da tarde, um funcionário do Instituto conversou com os manifestantes e uma audiência ficou acordada para o dia 10 de maio.

Editado por: Eduardo Miranda

|

Newsletter