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Bem Viver na TV: Por que a merenda escolar piorou tanto?

Nesta edição, programa do Brasil de Fato discute as consequências falta de investimento no PNAE

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Biscoito com suco no lugar do almoço, um ovo dividido para quatro estudantes, carimbo para marcar quem já comeu para que não possa repetir: esses são relatos de escolas pelo Brasil, revelados pela imprensa nos últimos meses, que indicam as consequências da falta de investimento no Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE. Já são doze anos sem reajuste no nível da inflação, e cinco anos sem nenhuma correção.

"Nos últimos anos, houve um desmonte acelerado nos orçamentos dos programas. É aquela história: a gente não extingue o programa, mas reduz drasticamente o orçamento desse programa, inviabilizando a sua execução".

Essa é a avaliação de Gabriele Carvalho, coordenadora de projeto na Fian Brasil, e convidada do quadro de Entrevista nesta edição do Bem Viver na TV. 

A Fian é uma organização mundialmente reconhecida por lutar pelo direito à alimentação e à nutrição, e elaborou um estudo detalhando o cenário atual do investimento na merenda escolar das escolas públicas brasileiras. O valor para o PNAE em 2023, proposto pelo governo Bolsonaro, é de pouco menos de 4 bilhões, mas pela inflação, o correto seria o dobro, quase 8 bilhões. A equipe da Fian elaborou uma proposta com o mínimo para não desmontar completamente o programa, que seria de 36% desses quase 8 bilhões, mas Bolsonaro vetou. 

'O primeiro ato desse governo foi a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, o que já demonstrava muito claramente que não seriam prioridades o combate à fome, as políticas voltadas para proteção social", afirma Gabriele Carvalho para o Bem Viver. A expectativa é que o cenário mude a partir de 2023, quando começa o terceiro governo do presidente Lula. 

"Precisamos de políticas estratégicas. O combate à fome passa por uma série de questões, a gente precisa pensar, de fato, em ações mais estruturantes e que deem conta de tirar o Brasil dessa terra arrasada em que se encontra hoje", pontua Gabriele. Assista: 

E tem mais…

Confira também uma reportagem especial no Momento Agroecológico: mostramos a luta das famílias do Quilombo da Fazenda, no litoral norte paulista, pelo direito à alimentação e ao território.  

No Comida de Verdade, Letícia Massula ensina os segredos do clássico macarrão à carbonara. 

E no Mosaico Cultural, o Movimento Preamar busca a valorização das artes visuais e das comunidades tradicionais do Maranhão. 

Onde assistir 

Nas redes sociais do Brasil de Fato (Facebook e YouTube); na TVT, no canal 44.1 – sinal digital HD aberto na Grande São Paulo e canal 512 NET HD-ABC; na TVCom Maceió, no canal 12 da NET; na TV Floripa, também no canal 12 da NET; na TVU (Universitária) Recife no canal 40 UHF digital; na TVE Bahia, no canal 30 (7.1 no aparelho) do sinal digital, e UnBTV em Brasília no Canal 15 da NET. 

Quando

Na TVT: sábado às 13h30; com reprise domingo às 6h30 e terça-feira às 20h. 

Na TVCom: sábados às 10h30, com reprise domingo às 10h. 

Na TVU Recife: sábados às 12h30, com reprise terça-feira às 21h. 

Na TVE Bahia: sábado às 12h30, com reprise quinta-feira às 7h30. 

Na UnBTV: sextas-feiras às 10h30 e 16h30.

Sintonize 

No rádio, o programa Bem Viver vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 11h às 12h, com reprise aos domingos, às 10h, na Rádio Brasil Atual. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo e 93,3 FM na Baixada Santista. 

O programa também é transmitido pela Rádio Brasil de Fato, das 11h às 12h, de segunda a sexta-feira. O programa Bem Viver também está nas plataformas Spotify, Google Podcasts, Itunes, Pocket Casts e Deezer. 

Assim como os demais conteúdos, o Brasil de Fato disponibiliza o programa Bem Viver de forma gratuita para rádios comunitárias, rádios-poste e outras emissoras que manifestarem interesse em veicular o conteúdo. Para fazer parte da nossa lista de distribuição, entre em contato pelo e-mail: [email protected].

Editado por: Thalita Pires

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