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Prefeitura do Recife passa a oferecer gratuitamente remédios para gatos com esporotricose

Animais devem ser avaliados no hospital veterinário; se não tratada, a doença evolui e pode afetar humanos

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Os tutores cujos gatos estejam sofrendo com esporotricose agora podem receber gratuitamente os medicamentos no Hospital Veterinário do Recife. Basta que levem seus pet para realizar o exame – agendado ou na emergência – e, confirmada a doença, passam a receber a cartela de comprimidos para um mês, enquanto durar o tratamento.

Há a opção de se dirigir diretamente à emergência do hospital veterinário municipal, que fica na Avenida Professor Estevão F. da Costa, nº 23, bairro do Cordeiro. O hospital funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. As consultas também podem ser agendadas pelos telefones (81)99480-3666 ou (81)99480-3705.

Os gatos são examinados e, se confirmada a doença, o tutor recebe a caixa com 30 comprimidos e já sai com o retorno agendado para o mês seguinte. O tratamento dura de 3 a 12 meses, com média de 6 meses. Os protetores de animais cadastrados no edital Meu Amigo Protetor receberão 5 caixas do remédio mensalmente. 


Fungo tende a se espalhar, evoluindo o quadro para uma situação grave; / Getty Images/EyeEm

A esporotricose é uma micose subcutânea causada por um fungo, sendo comum em gatos com acesso à rua. A transmissão se dá quando o fungo tem contato com ferimentos, de modo que gatos podem ser facilmente contaminados através de arranhões ou mordidas de outros gatos. Com a ação do fungo, a lesão não cicatriza e tende a evoluir, podendo tornar o quadro grave. Gatos contaminados também podem transmitir para humanos ou para outros animais.

Outra forma de contaminação de humanos é através de vegetais em processo de apodrecimento. O Rio de Janeiro já sofreu com um surto da doença em humanos em 1990, segundo o site do médico Drauzio Varela. Em 2007 foi descoberto o Sporothrix brasiliensis, espécie de mutação brasileira do fungo original, tornando-o mais agressivo e resistente.


Gatos contaminados também podem transmitir para humanos; outra forma de contaminação é através de vegetais podres / Freepik

Editado por: Vinicius Sobreira

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