O partido Força Popular, da presidenta eleita do Peru, Keiko Fujimori, conquistou, no último domingo (26), a presidência do Senado. A lista encabeçada pelo senador Miguel Ángel Torres obteve 30 votos, contra 29 da coalizão liderada por Daniel Barragán, do Partido Cívico Obras.
A Mesa Diretora da Casa também será composta por uma aliança entre as principais forças da direita peruana. Alejandro Muñante Barrios, do Renovação Popular, será o primeiro vice-presidente, enquanto a segunda e a terceira vice-presidências serão assumidas por Nilza Chacón Trujillo, do Força Popular, e Estanislao Mancha Pineda, do Renovação Popular, respectivamente.
No discurso de posse, Torres disse que pretende consolidar um Senado “que escute antes de decidir, que dialogue antes de confrontar, que reflita antes de legislar e que sempre pense nas próximas gerações antes da próxima conjuntura”.
Na Câmara dos Deputados, a vitória foi da coalizão de oposição ao futuro governo. Por 74 votos a 56, o deputado Óscar Reto Otero assumirá a presidência da Casa.
O pleito do último final de semana marca a volta do sistema bicameral ao Peru após mais de três décadas. No total, 60 senadores e 130 deputados foram eleitos em abril para o período 2026-2031. O Congresso bicameral tinha sido suprimido pela Constituição peruana de 1993, após um golpe promovido pelo ex-ditador Alberto Fujimori no ano anterior.
Desde então, o país adotou um parlamento unicameral. Em 2018, houve um referendo sobre o tema, mas a população rechaçou uma volta ao sistema bicameral. Já em março de 2024, o plenário do Congresso aprovou a restituição da bicameralidade a partir das eleições de 2026.
As sessões de instalação acontecem nesta segunda-feira (27). Já a posse de Keiko Fujimori está marcada para a próxima terça-feira (28). A filha do ex-ditador chegou à presidência após quatro tentativas. Neste ano, Keiko obteve 50,135% dos votos contra 49,865% do deputado Roberto Sánchez, em uma diferença ínfima de pouco menos de 50 mil votos.
