O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, comentou nesta segunda-feira (27) o ataque da Ucrânia a um navio iraniano no Mar Cáspio, classificando-o como uma “ação agressiva”, e afirmou que o Kremlin não deseja que o conflito se expanda.
Peskov lembrou que a Ucrânia também já atacou infraestruturas energéticas críticas na Alemanha e, recentemente, o Consórcio do Gasoduto do Cáspio (CPC) do Cazaquistão. “No passado, isso teria sido um casus belli (motivo de guerra)”, enfatizou Peskov.
“O Irã é um Estado soberano, muito resoluto na defesa de seus direitos, e tem o potencial correspondente neste contexto. Veremos como a situação se desenvolve. Mas a expansão geográfica deste conflito é certamente algo que não queremos ver”, acrescentou.
Anteriormente, o embaixador iraniano em Moscou, Kazem Jalali, citado pelo jornal Vedomosti, afirmou que o Irã espera uma “resposta séria” da Rússia após o ataque da Ucrânia a um navio iraniano.
O ataque ucraniano contra um navio iraniano ocorreu no último sábado (25) em águas territoriais russas no Mar Cáspio.
De acordo com o embaixador iraniano, o navio estava ancorado a cinco quilômetros da costa durante uma tempestade e não transportava carga militar. Um marinheiro iraniano morreu no ataque. Jalali classificou o incidente como um “ato criminoso” e enfatizou que Teerã se reserva o direito de responder.
Ele também informou que os ministros das Relações Exteriores do Irã e da Rússia, Abbas Araghchi e Serguei Lavrov, conversaram por telefone em 26 de julho. Segundo o embaixador, a Rússia ajudou na evacuação dos marinheiros da área atingida pelo ataque.
Teerã havia alegado anteriormente que a Ucrânia atacou o navio mercante iraniano para arrastar a Europa para a guerra na região.
