Clima seco

DF completa mais de um mês sem chuva e permanece sob alerta para baixa umidade

Inmet prevê umidade entre 20% e 30% e mantém aviso de perigo potencial; tempo seco deve persistir até início de agosto

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Tempo seco deve persistir pelo menos até o início de agosto, mantendo o Distrito Federal sob alerta amarelo para baixa umidade.
Tempo seco deve persistir pelo menos até o início de agosto, mantendo o Distrito Federal sob alerta amarelo para baixa umidade. | Crédito: Joel Rodrigues/Agência Brasília

O Distrito Federal completou, nesta terça-feira (28), 34 dias consecutivos sem chuva, marca que reforça o avanço da estiagem na capital federal. O último registro oficial de precipitação significativa ocorreu em 24 de junho, encerrando um mês atípico que registrou volume de chuva acima da média histórica para o período. Desde então, a massa de ar seco voltou a predominar sobre o Planalto Central e não há previsão de mudanças no cenário nos próximos dias.

Diante desse quadro, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o Distrito Federal em alerta amarelo para baixa umidade relativa do ar. O aviso é válido entre 10h e 21h e indica perigo potencial, com previsão de índices entre 20% e 30% durante as horas mais quentes do dia. A condição representa risco à saúde da população e aumenta a probabilidade de incêndios em áreas de vegetação.

A previsão do instituto é de que o bloqueio atmosférico responsável por impedir a chegada de frentes frias continue atuando sobre a região ao longo desta semana. Com isso, o céu permanece praticamente sem nuvens, os ventos seguem fracos e não há expectativa de chuva pelo menos até o início de agosto.

Além da ausência de precipitações, o período é marcado pela grande amplitude térmica. Nas primeiras horas da manhã, os termômetros têm registrado temperaturas próximas de 16 °C, enquanto, durante a tarde, os valores podem chegar aos 29 °C. Essa diferença entre as temperaturas mínimas e máximas é uma das características do inverno no Cerrado e tende a se intensificar durante a estiagem.

Inverno no Cerrado

O período seco faz parte do regime climático do Distrito Federal. Entre maio e setembro, a redução das chuvas é provocada pela atuação de massas de ar seco sobre o Brasil Central, que dificultam a formação de nuvens carregadas e favorecem dias ensolarados, com baixa umidade relativa do ar.

Julho e agosto costumam concentrar alguns dos menores índices de umidade do ano. Em alguns dias, os percentuais podem se aproximar daqueles registrados em regiões desérticas durante as horas mais quentes da tarde. Nessas condições, aumentam os impactos sobre o organismo e os riscos ambientais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a faixa considerada confortável para a umidade relativa do ar varia entre 40% e 70%. Quando os índices ficam abaixo de 30%, como previsto para o Distrito Federal nesta semana, o organismo passa a sofrer mais com o ressecamento das mucosas, da pele e dos olhos, além do agravamento de doenças respiratórias e alérgicas.

Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da estiagem. A baixa umidade também favorece sangramentos nasais, dores de cabeça, irritação na garganta e sensação constante de cansaço.

Recomendações para o tempo seco

Diante da persistência da estiagem, a Defesa Civil orienta a população a reforçar os cuidados com a hidratação. A principal recomendação é ingerir água regularmente ao longo do dia, mesmo na ausência de sede, já que o organismo perde líquidos com maior facilidade em ambientes secos.

Também é aconselhável evitar atividades físicas intensas ao ar livre entre 10h e 17h, período em que a umidade relativa do ar costuma atingir os menores índices. Quem precisar permanecer em áreas externas deve procurar locais sombreados e utilizar roupas leves.

Outra orientação é manter os ambientes internos umidificados. Isso pode ser feito com o uso de aparelhos umidificadores ou, na ausência deles, com recipientes contendo água ou toalhas úmidas espalhadas pela casa. Embora essas medidas não alterem significativamente a umidade do ambiente, elas ajudam a reduzir a sensação de ressecamento.

O uso de hidratantes corporais e de soro fisiológico para os olhos e as narinas também é recomendado durante o período, principalmente para pessoas que sofrem com alergias ou rinite.

Risco de incêndios

Os efeitos da estiagem vão além da saúde. A combinação entre vegetação ressecada, calor e baixa umidade cria condições favoráveis para a propagação de incêndios florestais e queimadas em áreas urbanas e rurais.

Nessa época do ano, qualquer foco de fogo tende a se espalhar com rapidez, principalmente em regiões de cerrado. Por isso, órgãos de proteção ambiental e a Defesa Civil orientam que a população evite queimadas para limpeza de terrenos, não descarte bitucas de cigarro em áreas de vegetação e não coloque fogo em lixo ou restos de poda.

A recomendação é que qualquer princípio de incêndio seja comunicado imediatamente ao Corpo de Bombeiros, para evitar que as chamas atinjam grandes proporções.

Sem previsão de chuva

As projeções do Inmet indicam que o tempo seco deve continuar predominando no Distrito Federal pelos próximos dias. Até o início de agosto, a tendência é de manutenção do céu claro, temperaturas elevadas durante a tarde e umidade em níveis baixos, especialmente no período entre o fim da manhã e o início da noite.

Enquanto a chuva não retorna à região, a orientação dos órgãos de monitoramento é acompanhar os boletins meteorológicos e adotar medidas preventivas para minimizar os impactos da estiagem na rotina da população.


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Editado por: Clivia Mesquita

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