AVANÇO

Brasil criou mais de 900 mil empregos formais no primeiro semestre de 2026

Dados do Ministério do Trabalho aponta salto positivo na contra entre demissões e admissões entre janeiro e junho

No audio source provided.
36,3% dos brasileiros preferem emprego com carteira assinada (CLT)
36,3% dos brasileiros preferem emprego com carteira assinada (CLT) | Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Brasil criou 921.645 empregos com carteira assinada entre janeiro e junho de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Apenas em junho o saldo foi de 145.161 novas vagas formais, resultado de 2,22 milhões de admissões e 2,07 milhões de desligamentos.

Os números mostram que o mercado de trabalho formal manteve trajetória positiva ao longo do primeiro semestre. Nos últimos 12 meses, entre julho de 2025 e junho deste ano, o saldo chegou a 963.921 empregos com carteira assinada.

O principal motor da geração de vagas continua sendo o setor de serviços, responsável por 571.926 novos postos de trabalho no acumulado do ano. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas áreas de administração pública, educação, saúde, assistência social e serviços administrativos. Na sequência aparecem a construção civil, com 168.962 vagas; a indústria, com 143.442; e a agropecuária, que abriu 40.853 postos formais.

O comércio foi o único dos cinco grandes setores da economia a registrar saldo negativo no semestre, com fechamento de 3.514 vagas.

Em junho, todos os setores apresentaram saldo positivo. Os serviços lideraram novamente, com 74.514 empregos criados, seguidos pela agropecuária (22.898), comércio (19.177), indústria (14.438) e construção (12.136).

Os dados também indicam distribuição equilibrada entre homens e mulheres. Foram criadas 72.592 vagas ocupadas por mulheres e 72.569 por homens. A população de até 24 anos concentrou o maior saldo de empregos no mês, com 125.430 novos postos de trabalho.

No recorte por escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo responderam pela maior parte das contratações, com saldo de 109.255 vagas. Entre os grupos raciais, pessoas pardas concentraram a maior geração de empregos formais, com 106.176 postos, seguidas por pessoas brancas (28.636), pretas (20.199) e indígenas (776).

O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34. Entre os trabalhadores classificados como típicos, a remuneração média ficou em R$ 2.446,27, enquanto os vínculos considerados não típicos registraram média de R$ 2.101,51.

Editado por: Gia Matheus Almeida

|

Newsletter