Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) aponta que os petistas Rui Costa e Jaques Wagner mantêm a liderança das intenções de voto para a disputa do Senado Federal pela Bahia. Para o governo do estado, Jerônimo Rodrigues e ACM Neto aparecem tecnicamente empatados no primeiro turno
Na disputa para o senado, no primeiro cenário, Rui Costa (PT) aparece em primeiro lugar, com 22% das intenções de votos, seguido por Jaques Wagner (PT), que tem 16%. Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) empatam com 6% cada ,enquanto a Professora Delliana Ricelli (PSOL) tem 3%, Marcelo Santtana (DC) 1% e Gregorio Gould (UP) 0%. Os indecisos somam 22% e Branco/Nulo/Não vai votar chega a 24%.
Já no segundo cenário, os números são praticamente iguais: a única diferença é que a candidata Professora Delliana Ricelli (PSOL) que sobe para 4%, e Marcelo Santtana (DC) aparecem com 0%. Indecisos e Branco/Nulo/Não vai votar também permaneceram os mesmos.
No que diz respeito à possibilidade de mudança de voto em abril de 2026, 55% diziam que podiam mudar de candidato, caindo para 51% na atual pesquisa. Em abril, 43% diziam que não trocariam sua opção de voto, o número em julho aumentou para 48%.
Corrida para o Palácio de Ondina
Na pesquisa espontânea para o primeiro turno, Jerônimo Rodrigues (PT) tem 18% das intenções de voto e ACM Neto (União) aparece com 17%.
Já na pesquisa estimulada, Neto aparece com 39% nos dois cenários. Já Rodrigues tem 38% das intenções. Ronaldo Mansur (PSOL) e Aroldo Félix (UP) aparecem com 1% e João Esteves (DC) não pontuou. Indecisos somam 13% e 14% nos dois cenários; 8% e 7% dos entrevistados têm intenção de votar em branco, nulo ou não votar, respectivamente nos dois cenários.
No segundo turno, a porcentagem praticamente se mantém: 43% das intenções de voto vão para ACM Neto e 39% para Jerônimo Rodrigues. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), aparece com 57% de eleitores que afirmam conhecê-lo e votariam nele, enquanto 33% dos entrevistados disseram que não votariam nele. O atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) tinha em abril 45% do eleitorado que o conhecia e afirmava votar nele, este número sobe para 50% agora em julho. Aqueles que diziam não gostar do governador e não votariam caiu de 2% em relação a abril.
A pesquisa, registrada junto à Justiça Eleitoral sob o número BA-02331/2026, foi encomendada pela Genial Investimentos, e realizada entre os dias 23 e 27 de julho de 2026. Ao todo, foram entrevistados presencialmente 1.200 eleitores baianos com 16 anos ou mais. Segundo a empresa, a amostra foi construída por meio de sorteio de municípios e setores censitários definidos pelo IBGE. O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Força nas grandes cidades x favoritismo no interior
Em entrevista ao programa É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato, o cientista político Cláudio André analisou o cenário político na disputa para o governo do estado. Ele explicou que ACM Neto representa um grupo político muito tradicional na Bahia e isso se reflete na estabilidade que ele apresenta nas intenções de voto. Além disso, foi prefeito de Salvador e saiu da gestão muito bem avaliado.
“Ele tem como grande vantagem esse cinturão eleitoral que ele estabeleceu na região metropolitana de Salvador. Eu entendo que esse resultado coloca, antes de mais nada, uma eleição muito equilibrada nesse momento, que está dada exatamente por uma disputa voto a voto”, avalia.
Por outro lado, Cláudio André também destaca o índice de aprovação de Jerônimo Rodrigues à frente do governo, que está em 57%, e aponta tendência de crescimento. “Ela cresce comparada à pesquisa de abril. No tocante à avaliação de governo, a gente percebe um aumento daqueles eleitores que saem da percepção negativa e passam para a regular e mantêm-se em uma avaliação positiva mais alta, próxima dos 37%”, explica.
O cientista político também avalia que ACM Neto tem candidatura consolidada nas grandes cidades, mas o atual governador tem força em municípios menores, e que o lulismo pode ser um ponto de desequilíbrio na disputa, trazendo vantagem a Jerônimo Rodrigues.
*Com colaboração de Gerônimo Santos
