A pesquisa do Instituto Quaest divulgada nesta terça-feira (28), sobre a disputa eleitoral em Pernambuco, confirma o que outras pesquisas já indicavam: a governadora Raquel Lyra (PSD) virou o jogo para cima de João Campos (PSB). Mas o levantamento contratado pela Genial não traz só notícias ruins para o ex-prefeito do Recife. A pesquisa informa, por exemplo, que 47% dos eleitores gostariam que o próximo gestor estadual fosse um aliado declarado do presidente Lula (PT), mas só 44% dos entrevistados sabem que João Campos (PSB) é o postulante apoiado pelo petista.
Disputado também por setores ligados à governadora, Lula gravou um vídeo afirmando seu apoio à candidatura de João Campos, material que foi divulgado durante evento com eleitores em Gravatá, região Agreste do estado. A aliança já estava definida havia meses, mas o PSB pediu um posicionamento mais explícito para sanar qualquer dúvida. Lula também tem apoio explícito do candidato ao governo Ivan Moraes (Psol).
Enquanto 47% querem um governador politicamente alinhado com Lula, há ainda 34% que preferem um nome “independente” e 14% querem um governador bolsonarista. Há ainda 5% que não souberam responder à questão. Perguntados sobre como se identificam politicamente, o maior grupo (32%) se afirma “lulista”, enquanto 11% diz integrar a “esquerda não lulista”. O 2º maior quantitativo (31%) é o dos que afirmam ser “independentes”.
Outros 11% dizem ser da “direita não bolsonarista” e, com 10%, o menor grupo é o de pernambucanos que se dizem “bolsonaristas”. Novamente 5% não souberam responder. Importante pontuar que, observando as posições sobre os demais temas presentes na pesquisa, as preferências da “direita não bolsonarista” são muito próximas às dos “bolsonaristas”.
Você samba de que lado?
A pesquisa Quaest perguntou quem é a candidatura apoiada pelo presidente Lula em Pernambuco, mas só 44% afirmaram que é João Campos (PSB). Há ainda 8% que acham que a governadora Raquel Lyra (PSD) é o nome lulista. Mas quase metade dos eleitores (48%) não soube responder ao questionamento.
O ex-prefeito do Recife definiu sua estratégia pensando na força de Lula no estado: tem se associado cada vez mais ao petista, montou uma chapa com dois nomes lulistas para o Senado e escolheu para ser seu vice Carlos Costa (Republicanos), irmão de Silvio Costa Filho, ministro de Lula neste 3º mandato e defensor do PT nas disputas nacionais. Os dois são filhos do ex-deputado Silvio Costa, figura de destaque na defesa da ex-presidenta Dilma Rousseff no processo de impeachment.
Ao serem perguntados sobre quem seria o candidato apoiado por Bolsonaro, 23% dos eleitores pernambucanos nomearam a governadora Raquel Lyra (PSD), 4% citaram João Campos (PSB) e 2% mencionaram outros nomes. A grande maioria (71%) não sabe dizer quem é o candidato de Bolsonaro em Pernambuco.
Oficialmente, nenhum dos seis candidatos ao governo do estado apoiará Flávio Bolsonaro (PL). Mas o caminho inverso existe. O Partido Liberal, encabeçado por Anderson Ferreira, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes deve declarar apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD).
Carentes de lideranças expressivas no estado, o bolsonarismo se aglutinou sob as asas da governadora. Figuras como o casal de deputados Clarissa e Júnior Tércio (PP), o casal Cleiton e Michele Collins (PP), os deputados Pastor Eurico (PSDB) e Coronel Meira (PL), o ex-ministro bolsonarista Gilson Machado (Podemos), o Partido Novo e demais nomes do bolsonarismo em Pernambuco: todos estão com Raquel Lyra.
A pesquisa Quaest confirma isso através dos eleitores: entre aqueles que se identificam como “bolsonaristas”, 73% declara voto em Raquel Lyra, enquanto 13% pretende votar em João Campos. Há ainda 10% de indecisos e 4% que pretendem votar em branco. Na direita dita não bolsonarista, 61% está com Raquel Lyra e 24% com João Campos.
Como você soube?
Perguntados sobre como se informam sobre política, o eleitor pernambucano aponta como principal fonte as redes sociais (41%), seguida de perto pela televisão (36%). Também são mencionados os sites e blogs (5%) e programas de rádio (3%). Há ainda 9% que dizem se informar por “outros” meios, 5% que diz que “não se informa” e 1% não soube responder.
