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“Eu não quero ajuda de fora”, diz Lula sobre intervenção de Milei e Trump na eleição

Fala do presidente ocorreu nesta sexta-feira (31), durante convenção do PT no Ceará

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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva
Lula destacou que a única ajuda que precisa é do povo brasileiro. | Crédito: Daniel Ramalho / AFP

“Enquanto eu viver, a extrema direita não voltará a governar este país”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (31), durante a convenção partidária do PT no Ceará, que confirmou a candidatura à reeleição do governador Elmano de Freitas.

Lula se referia às manifestações de apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente da Argentina, Javier Milei, ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro.

“E vou dizer mais: vou dizer que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia desse país”, afirmou.

No último sábado (25) , Milei participou da convenção nacional do PL, que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro. O presidente argentino discursou por quase meia hora em tom agressivo. Durante a fala, chamou Lula de “ladrão e presidiário” e afirmou que a pobreza na América Latina é responsabilidade da esquerda. Milei também atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem chamou de “lixo careca”, por ter seu pedido de visita a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, negado.

As declarações de Milei provocaram uma crise diplomática entre Brasil e Argentina sem precedentes. Segundo jornais argentinos, o presidente não pretende pedir desculpas.

O Brasil também vem enfrentando tensões com os Estados Unidos, que impuseram novas tarifas, após o apelo de Flávio Bolsonaro para que Trump interviesse na política brasileira.

Na última terça-feira (28), os Estados Unidos anunciaram a prorrogação, por mais um ano, da ordem executiva assinada contra o Brasil em 30 de julho de 2025, alegando que o país representa uma ameaça aos estadunidenses.

Em nota divulgada na quarta-feira (29), o governo brasileiro repudiou a decisão e afirmou que “é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos”. 

Editado por: Camila Salmazio

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