O partido Missão oficializou neste sábado (1º), em convenção no Komplexo Tempo, na zona leste de São Paulo, a candidatura do empresário Renan Santos à Presidência da República. O evento confirmou a chapa que terá o militar da reserva Aroldo Medina como candidato a vice-presidente.
Renan já havia sido oficializado como candidato no último dia 20 de julho, mas em um ato online fechado. A decisão de realizar o evento anterior sem transmissão ocorreu por orientação da equipe de segurança, após o candidato relatar supostas ameaças atribuídas a facções criminosas. Com a formalização da candidatura, Renan Santos passou a receber proteção oficial da Polícia Federal.
A convenção presencial marca a estreia do Missão nas urnas. A sigla obteve seu registro no fim do ano passado após recolher mais de 800 mil assinaturas, e foi idealizada pelos mesmos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), incluindo Renan e o deputado federal Kim Kataguiri.
O partido, que até agora não anunciou alianças com outras legendas, também apresentou candidatos aos governos de nove Estados.
Durante o congresso deste sábado, o partido lançou o “Livro Amarelo”, um conjunto de fascículos que teriam sido elaborados ao longo de dois anos, e que apresenta o projeto de governo da legenda para áreas como defesa, competitividade e meio ambiente.
As principais bandeiras levadas por Renan Santos concentram-se na segurança pública, que o candidato defende a adoção do “Direito Penal do Inimigo”, mecanismo que eliminaria a presunção de inocência, e na economia, quando ele propõe a extinção da Justiça do Trabalho, a substituição da CLT por negociações diretas entre patrões e empregados, e a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) prevendo um corte de R$ 3,3 trilhões em gastos públicos no período de dez anos.
