Cuba sofreu, no domingo (2), um novo apagão nacional em sua rede elétrica, afetada pela escassez de combustível devido ao bloqueio petrolífero dos Estados Unidos. A União Elétrica de Cuba (UNE) anunciou, na rede social X, uma “desconexão total” do Sistema Eletroenergético Nacional (SEN) por volta das 22h43 (horário local), o que voltou a deixar o país no escuro. O governo cubano anunciou posteriormente que medidas foram adotadas para restabelecer o serviço.
É o segundo apagão consecutivo enfrentado pela ilha, em meio ao que Havana denuncia como um “cerco energético” e um bloqueio por parte dos EUA que classifica como “genocídio”. A ilha tem sofrido cortes persistentes devido ao envelhecimento de suas usinas e a um embargo energético dos Estados Unidos, que interrompeu as entregas regulares de combustível necessário para abastecer as centrais elétricas. As sete usinas termelétricas que constituem a base do sistema elétrico cubano, com mais de 40 anos de operação, sofrem avarias constantes ou precisam ser desligadas para manutenção.
O apagão de domingo é o mais recente de uma série de colapsos totais da rede elétrica cubana. Apenas 24 horas antes, cinco das 15 províncias do país já haviam ficado sem energia. Desde o início de 2026, Cuba sofreu cinco apagões nacionais, três deles em julho, em um intervalo de dez dias. Desde o final de 2024, foram 11 apagões em todo o país.
Havana atribui o grave estado de sua rede elétrica às medidas punitivas de Washington, enquanto o governo dos Estados Unidos insiste que a responsabilidade é do governo cubano e da má gestão da economia. Washington mantém um bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas, e a Casa Branca endureceu as medidas de asfixia contra a ilha desde que o presidente Donald Trump assumiu seu segundo mandato, em janeiro de 2025.
*Com informações de Telesur.
