Durante a oficialização de sua candidatura à reeleição, o presidente Lula (PT) afirmou que pretende buscar a vitória no primeiro turno. Para isso, segundo as últimas pesquisas eleitorais, ele precisaria ampliar em 10 pontos percentuais as intenções de voto.
O cientista político Francisco Fonseca observa que, apesar das diferentes metodologias dos institutos de pesquisa, Lula vem apresentando certa estabilidade no primeiro lugar, sendo seu principal oponente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também oficializado e ainda não tem um vice para chamar de seu. Ainda assim, Fonseca considera precipitado falar em uma eventual vitória em primeiro turno.
“No Brasil, tem um divisor de águas, e isso não se alterou desde que as redes sociais passaram a ocupar um lugar proeminente na comunicação política no país, que é o horário eleitoral gratuito no rádio, na televisão, na internet. Grande parte dos brasileiros se conecta com as eleições muito mais próximo do momento eleitoral”, avalia em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
A estratégia de Lula para conseguir aumentar sua fatia eleitoral terá que focar no eleitorado que ainda não está convertido, mas que são os indecisos, porque há ainda uma parcela de pessoas que não votariam em nenhum dos dois principais candidatos, que são os nulos ou brancos. Mas, ainda assim, Francisco Fonseca volta a defender que é cedo para fazer previsões. “Não dá para cravar um resultado mediante esse cenário que está se conformando, mas não está totalmente definido”, destaca.
Uma vantagem de Lula apontada pelo cientista político é o índice de rejeição, que, de seu oponente, Flávio, supera os 50%, enquanto o dele fica na média dos 45%. Contudo, o início da campanha trará um enorme desafio, que é lidar com a máquina de mentiras bolsonarista. “Essa é uma arma muito claramente da extrema direita e agora vem sendo articulada cada vez mais internacionalmente. A gente tem agora o Milei escalado pelo Trump para fazer esse trabalho sujo por aqui”, pontua.
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