O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô-DF) protocolou, nesta segunda-feira (3), um ofício direcionado à governadora Celina Leão (PP) cobrando uma resposta às reivindicações da categoria, apresentadas ao Governo do Distrito Federal (GDF) ainda em novembro de 2025. Segundo o sindicato, a ausência de retorno levou à convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para esta quinta-feira (6), quando os trabalhadores poderão deliberar sobre a deflagração de greve.
Entre as principais reivindicações está a realização de concurso público para recompor o quadro de empregados do Metrô-DF. De acordo com o sindicato, a redução do efetivo compromete as condições de trabalho e pode afetar a segurança da operação.
O diretor do sindicato Carlos Cassiano afirmou que a decisão de encaminhar o ofício diretamente à governadora ocorreu porque as negociações não avançaram. “Parece que o Metrô, apesar de ser órgão dependente, toma as decisões próprias e, quando tudo é enviado para a Secretaria de Estado de Economia, parece que não chega na governadora”, afirmou.
Cassiano também lembrou que a categoria realizará uma assembleia nesta quinta-feira (6), quando poderá decidir pela paralisação das atividades caso não haja uma resposta às reivindicações.
Segundo o sindicato, a recomposição do quadro de empregados é uma medida urgente. “A falta de empregados coloca em risco as condições de trabalho da categoria e a segurança de quem utiliza o sistema”, destacou o diretor do sindicato, em vídeo nas redes sociais.
Assembleia
A Assembleia Geral Extraordinária está marcada para as 20h desta quinta-feira (6), de forma presencial, na sede do SindMetrô-DF, em Águas Claras, e também por videoconferência.
De acordo com o edital de convocação, os trabalhadores vão analisar a resposta do Metrô-DF às cláusulas apresentadas pela categoria durante as negociações conduzidas no Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc) do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10).
Caso não haja avanço nas negociações, a assembleia poderá deliberar sobre a deflagração de greve e definir a operação de emergência para manutenção dos serviços essenciais, conforme prevê a legislação.
O outro lado
O Brasil de Fato DF procurou o Governo do Distrito Federal e o Metrô-DF para comentar as reivindicações apresentadas pelo SindMetrô-DF e o andamento das negociações com a categoria, mas até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.
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