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Ferroviários conseguem vitória contra o governo Tarcísio e encerram greve nas Linhas 11, 12 e 13

Governador se comprometeu a enviar PL para Alesp garantido os empregos dos trabalhadores da CPTM

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Estação da Linha 11-Coral da CPTM
Estação da Linha 11-Coral da CPTM, uma das que foi paralisada pela greve dos trabalhadores da CPTM | Crédito: Divulgação

Com vitória sobre o governo de Tarcísio de Freitas, o Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil, que organiza os trabalhadores das linhas 11-Coral (Barra Funda-Palmeiras e Guaianases), 12-Safira (Brás-Calmon Viana) e 13-Jade (Brás-Aeroporto de Guarulhos) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), encerrou a greve iniciada nesta terça-feira (4).

Os trabalhadores obtiveram o compromisso do governo estadual de enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa de São Paulo, para garantir o emprego dos trabalhadores da estatal.

“A decisão foi tomada de forma democrática pelos presentes à assembleia. A proposta de retorno ao trabalho e o aceite da proposta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) receberam 131 votos favoráveis, enquanto 26 trabalhadores votaram pela continuidade da greve”, divulgou o sindicato em nota.

Além da pauta trabalhista, os trabalhadores reivindicavam a revogação da concessão das linhas 11, 12 e 13 da CPTM, entregue à Trívia Trens. Para eles, a empresa privada demonstrou ser incapaz de operar o sistema após dois dias comandando o funcionamento das linhas. Panes, um curto-circuito e um incêndio em um trem da Linha 12, no dia 23 de julho, paralisaram todo o sistema e afetaram milhares de pessoas, que tiveram de abandonar os trens e caminhar pelos trilhos.

Diante da gravidade da pane, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a estatal CPTM retomasse a operação das três linhas pelo período mínimo de 90 dias. No entanto, os ferroviários convocados de última hora para corrigir as falhas operacionais apontam falta de garantias de estabilidade profissional.

Em entrevista ao programa Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o secretário-geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Bernardo Figueiredo, avalia que a mobilização foi muito vitoriosa.

“Encerrou o movimento grevista de maneira vitoriosa, fazendo o governador recuar. Vai encaminhar um projeto de lei para garantir os empregos dos ferroviários da CPTM. Porém, a luta contra a privatização continua, que envolve também os metroviários, bem como as outras empresas públicas privatizadas, como Sabesp, a Enel (concessionária de energia)”, afirmou.

Para ele, está claro que a concessão das linhas 11, 12 e 13 deve ser revogada. “A Trívia Trens já demonstrou ser incapaz de operar esse sistema. Está claro que quem pode fazer isso são os trabalhadores da CPTM, apesar do sucateamento ocorrido nos últimos anos. A luta pela não privatização vai continuar. Essas linhas não devem ser passadas para a Ttívia Trens. Ela já teve o prazo da operação conjunta e demonstrou que não é capaz”, explicou Figueiredo.

A paralisação foi iniciada na terça (4), comprometendo a circulação nas linhas que somam cerca de 1 milhão de embarques por dia útil. Com a paralisação parcial, a prefeitura suspendeu o rodízio de veículos e o sistema emergencial de transporte Paese foi acionado.

Desde o início, o governador tentou desqualificar o movimento. “A greve de hoje é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem, que já não suportam mais ver justamente aqueles políticos que dizem defender os seus interesses atuando para ferir seu direito de ir e vir”, postou o governador nas redes sociais. A pressão dos trabalhadores, no entanto, fez o governador ceder.

Editado por: Rodrigo Gomes

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