ORGULHO

Parada Negra LGBTQIA+ de BH celebra ancestralidade e reforça luta por democracia e visibilidade

Evento será realizado neste sábado (9), às 14h, no Viaduto Santa Tereza, com atrações culturais e mobilização política

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Imagem da primeira edição da Parada Negra LGBTQIA+, no centro da capital mineira | Crédito: Reprodução/Luiz Rocha

A capital mineira recebe, neste sábado (9), a terceira edição da Parada Negra LGBTQIA+ de Belo Horizonte, iniciativa que une cultura, ancestralidade e mobilização política para fortalecer a visibilidade da população negra LGBTI+. Com o tema “Memória e Futuro: A Democracia Tecida por Muitas Vozes”, a programação será realizada a partir das 14h, no Viaduto Santa Tereza, reunindo apresentações artísticas, manifestações culturais e ações voltadas à defesa dos direitos humanos e da democracia.

Organizada pela Rede Afro LGBT Minas e pelo Teatro Negro e Atitude, a Parada chega à terceira edição consolidada como um dos principais espaços de articulação política e celebração da diversidade em Minas Gerais. O evento propõe uma reflexão sobre a importância da memória coletiva como ferramenta para enfrentar as desigualdades e construir um futuro pautado pela justiça social, pela inclusão e pelo reconhecimento das diferentes identidades.

Neste ano, a programação presta homenagem a personalidades que marcaram a história da resistência negra e LGBTI+, como Madame Satã, Cintura Fina e Rhany Mercês. Ao destacar essas trajetórias, a organização busca reconhecer o legado de pessoas que enfrentaram o racismo, a LGBTfobia e diversas formas de violência, abrindo caminhos para as novas gerações.

A proposta é reforçar a ancestralidade como elemento fundamental para conectar passado e presente, valorizando experiências historicamente invisibilizadas e reafirmando a democracia como um processo construído por múltiplas vozes e diferentes formas de existência.

Segundo Evandro Nunes, integrante da coordenação compartilhada da Rede Afro LGBT MG, a criação da Parada responde às especificidades vividas pela população negra LGBTI+, que enfrenta diferentes formas de discriminação de maneira simultânea.

“A Parada Negra LGBT+ nasce da compreensão de que nem todas as pessoas LGBTQIA+ vivem as mesmas experiências. Ser uma pessoa negra e LGBT+ significa enfrentar, muitas vezes ao mesmo tempo, o racismo, a LGBTfobia, as desigualdades sociais e a violência. Por isso, a Parada Negra é um espaço de visibilidade política, celebração da nossa ancestralidade e afirmação da vida”, sintetiza.

Para os organizadores, mais do que um ato de celebração, a Parada Negra LGBT+ representa um espaço de resistência coletiva diante do avanço das violências e das tentativas de silenciamento de grupos historicamente marginalizados. A expectativa é reunir participantes de diferentes regiões de Minas Gerais para fortalecer redes de apoio, ampliar o debate público sobre direitos e reafirmar o protagonismo negro na construção de uma sociedade mais democrática e plural.

Serviço

3ª Parada Negra LGBT+ de Belo Horizonte

9 de agosto (sábado), a partir das 14h

Viaduto Santa Tereza, Centro de Belo Horizonte

Tema: Memória e Futuro: A Democracia Tecida por Muitas Vozes

Editado por: Lucas Wilker

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