Após o fim do prazo para inscrição de candidaturas neste dia 5 de agosto, o Poder Judiciário já começou a atuar para barrar candidaturas envolvidas em irregularidades no Rio de Janeiro. A primeira foi uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra Anthony Garotinho (Republicanos). Nela, o ministro José Antonio Dias Toffoli mantém a decisão de improbidade administrativa no projeto “Saúde em Movimento”, julgada em 2025. A condenação tornaria Garotinho inelegível para o cargo de governador.
Em comunicado nas redes sociais publicado na quarta-feira (6), sua defesa alegou que o processo prescreveu no mês de junho, o que impossibilitaria a suspensão da candidatura. “A defesa ressalta ainda que a situação jurídica do ex-governador será demonstrada nos autos competentes e, se necessário, adotará as medidas cabíveis para resguardar a correta divulgação dos fatos e evitar a propagação de informações que considera equivocadas”, diz um trecho da nota.
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O candidato tem como vice a major da Polícia Militar Elaine Gonçalves (Democratas) em sua chapa. Ela tem 49 anos e coordena o programa Segurança Presente em Paracambi.
Val Ceasa
Após o anúncio da candidatura à reeleição do deputado estadual pelo PRD, Roosevelt Barcelos, também conhecido como Val Ceasa, o Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou com um pedido de impugnação.
A justificativa é o processo em curso que levou ao pedido de busca e apreensão no gabinete do deputado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em 18 de junho. O deputado é acusado de atuar em favor do grupo armado Terceiro Comando Puro (TCP) e impedir a demolição do “resort” do comandante do grupo, Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”, o que ocorreu em março de 2025. Peixão comanda o Complexo de Israel, na zona norte do Rio.
O deputado é natural de Nanuque (MG) e, aos 18 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro para trabalhar em um negócio familiar na Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa) e passou a morar em Irajá, zona norte do Rio de Janeiro. Em 2014 foi eleito vereador e, em 2017, deputado estadual pela primeira vez. Ele está em seu segundo mandato na Alerj.
A reportagem entrou em contato com Val Ceasa e aguarda posicionamento para atualizar a matéria.

