De olho no voto

Eleições 2026: convenções redesenham disputa pelo governo do DF e consolidam alianças para a campanha

Fim do calendário confirma candidaturas, reorganiza os blocos políticos e abre uma nova etapa da corrida eleitoral

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Regras buscam evitar o uso da máquina pública durante a campanha eleitoral
Regras buscam evitar o uso da máquina pública durante a campanha eleitoral | Crédito: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O fim das convenções partidárias, encerradas nesta quarta-feira (5), consolidou o cenário da disputa pelo Governo do Distrito Federal. Ao longo de quase duas semanas, os partidos oficializaram candidaturas ao Palácio do Buriti, ao Senado e às eleições proporcionais, além de definir alianças que devem orientar a campanha eleitoral nos próximos meses.

As definições reorganizaram o tabuleiro político no DF. No campo progressista, a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) ampliou sua articulação ao firmar uma aliança com o PDT e contar com o apoio da Federação Psol-Rede. No campo governista, a governadora Celina Leão (PP) preservou a base formada por União Brasil, Republicanos, MDB e PL.

Fora dos dois principais blocos, PSD, PSB e PSTU decidiram disputar o Governo do Distrito Federal com candidaturas próprias. Com as convenções encerradas, os partidos passam agora para a fase de registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, etapa que antecede o início oficial da campanha eleitoral.

Frente progressista

A principal movimentação das convenções ocorreu no campo progressista. Após semanas de negociações, a Federação Brasil da Esperança oficializou a candidatura de Leandro Grass (PT) ao Governo do Distrito Federal, tendo a empresária e ativista Dora Gomes (PV) como candidata a vice-governadora. A convenção também homologou a candidatura da deputada federal Erika Kokay (PT) ao Senado e as chapas proporcionais da federação.

Dias antes, o PDT havia confirmado a candidatura da senadora Leila do Vôlei à reeleição e oficializado a aliança com PT, PV e PCdoB. O entendimento ampliou a frente de oposição ao atual governo e reuniu, em torno da candidatura de Grass, partidos que defendem um programa voltado ao fortalecimento dos serviços públicos, à redução das desigualdades e ao desenvolvimento do Distrito Federal.

A articulação ganhou ainda o apoio da Federação Psol e Rede. Embora a federação tenha anunciado inicialmente Tetê Monteiro como candidata a vice-governadora, a composição foi redefinida após o acordo entre os partidos, com Dora Gomes assumindo a vaga. Psol e Rede mantiveram o apoio à candidatura de Leandro Grass e às candidaturas de Leila do Vôlei (PDT) e Erika Kokay ao Senado.

Com a composição, a frente progressista reúne PT, PV, PCdoB, PDT, Psol e Rede em torno de uma estratégia comum para disputar o Palácio do Buriti, ampliar a bancada no Congresso Nacional e fortalecer a representação na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Convenção da Federação Brasil da Esperança marcou o encerramento do calendário de convenções partidárias no Distrito Federal
Convenção da Federação Brasil da Esperança marcou o encerramento do calendário de convenções partidárias no Distrito Federal | Crédito: Danilo Eduardo

Base governista

A base governista concentrou esforços para preservar a coalizão construída durante a gestão de Ibaneis Rocha (MDB) e mantida por Celina Leão.

A Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, oficializou a candidatura de Celina Leão à reeleição e confirmou o ex-secretário da Casa Civil Gustavo Rocha (Republicanos) como candidato a vice-governador. O Republicanos também homologou suas chapas proporcionais e formalizou o apoio à candidatura da governadora.

O MDB seguiu o mesmo caminho. Após a renúncia de Ibaneis Rocha ao Governo do Distrito Federal para uma possível candidatura ao Senado, posteriormente retirada, a legenda manteve o apoio à reeleição de Celina Leão e permaneceu na base aliada. Já o PL confirmou apoio à chapa governista e concentrou sua estratégia na disputa pelas duas vagas ao Senado.

Apesar da consolidação de duas grandes frentes políticas, as convenções também confirmaram candidaturas que pretendem construir um caminho próprio na disputa pelo Governo do Distrito Federal.

O PSD oficializou a candidatura do ex-governador José Roberto Arruda ao Palácio do Buriti. A legenda decidiu manter em aberto a definição do candidato a vice-governador para ampliar as possibilidades de negociação com outras siglas até o prazo final de registro das chapas. O Avante segue como principal aliado do projeto e defende a indicação de Jorge Argello para compor a chapa.

Outra legenda que optou por seguir de forma independente foi o PSB. Após semanas de discussões sobre uma possível candidatura única no campo progressista, o partido decidiu manter Ricardo Cappelli na disputa ao Governo do Distrito Federal. Durante a convenção, dirigentes defenderam um projeto próprio para o DF e concentraram críticas à condução do BRB, da saúde pública, do transporte coletivo e à gestão de Ibaneis Rocha e Celina Leão.

O PSTU também confirmou participação na eleição com a candidatura de Professor Robson Raymundo ao governo, Ricardo Guillen como candidato a vice-governador e Eduardo Zanata para uma das vagas ao Senado.

Senado e próximos passos

As convenções também definiram o cenário inicial para a disputa pelas duas vagas ao Senado. No campo progressista, a aliança entre a Federação Brasil da Esperança e o PDT terá como candidatos Erika Kokay (PT) e Leila do Vôlei (PDT). No campo da extrema direita, o PL lançou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis para a disputa.

Com o encerramento das convenções, os partidos iniciam agora a etapa de registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. O prazo termina no dia 15 deste mês e, no dia seguinte (16), começa oficialmente a campanha eleitoral, quando candidatos poderão realizar atos de campanha, participar de debates e apresentar suas propostas ao eleitorado.


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Editado por: Clivia Mesquita

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