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Em meio à escalada da guerra, Zelensky queixa-se da queda no envio de mísseis por seus aliados

Presidente da Ucrânia afirma que entregas para o sistema de defesa aérea Patriot caíram três vezes

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Donald Trump (dir.) recebe o presidente Volodymyr Zelensky na Flórida para discutir acordo de paz
Donald Trump (dir.) recebe o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, neste domingo (28), em sua residência Mar-a-Lago em Palm Beach, Flórida | Crédito: Joe Raedle / Getty Images via AFP

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou na última quarta-feira (5) que as entregas de mísseis a Kiev para o sistema de defesa aérea Patriot foram reduzidas em três vezes.

A declaração aconteceu no mesmo dia de um ataque massivo de drones e mísseis da Rússia contra diversas regiões ucranianas, sendo a capital Kiev a mais atingida. A Rússia lançou 24 mísseis balísticos durante o bombardeio, matando pelo menos 17 pessoas.

De acordo com dados preliminares da Força Aérea Ucraniana, os sistemas de defesa aérea abateram 98 dos 115 drones disparados pela Rússia durante a madrugada, mas nenhum dos mísseis balísticos.

A defesa contra mísseis balísticos russos sempre foi uma dificuldade para a Ucrânia. No entanto, a intensificação dos bombardeios na recente escalada da guerra torna o problema mais crítico.

O presidente ucraniano, citado pelo portal Strana.ua durante uma reunião do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, afirmou que os EUA reduziram a maior parte das entregas de mísseis Patriot, com a justificativa de utilizá-los no conflito do Oriente Médio.

No entanto, o líder ucraniano observou que países da União Europeia não envolvidos no conflito também reduziram suas entregas de mísseis de defesa aérea. “Não sei se existem outros motivos além do Oriente Médio. Talvez sejam medidas políticas para tornar a Ucrânia, por assim dizer, mais complacente. Na minha opinião, certamente faz parte disso”, disse.

Em 29 de julho, Zelensky solicitou ao presidente dos EUA, Donald Trump, o fornecimento de 300 mísseis Patriot. Também anunciou que a Ucrânia, juntamente com empresas de defesa estadunidenses, estava considerando modificar mísseis balísticos de fabricação ucraniana e convertê-los em interceptores antimísseis com características comparáveis ​​às dos mísseis Patriot.

Posteriormente, o presidente Donald Trump afirmou que Washington deveria ter cautela ao tomar decisões sobre esta transferência de tecnologia para a Ucrânia. De acordo com ele, tais armas poderiam, no futuro, ser usadas não apenas contra os atuais adversários dos EUA. Portanto, as consequências deveriam ser cuidadosamente avaliadas.

Chancelaria russa diz que tentativas de Kiev de obter licença para fabricar mísseis Patriot fracassaram

O vice-diretor do Departamento de Informação e Imprensa do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexey Fadeyev, declarou nesta quinta-feira (6) que as tentativas de Volodymyr Zelensky de obter uma licença para produzir mísseis Patriot dos Estados Unidos fracassaram.

“Zelensky continuou implorando aos EUA, aproximando-se do presidente Donald Trump por uma porta lateral para reclamar da escassez de munição e exigir a transferência de uma licença para produzir mísseis interceptores para o sistema de defesa aérea Patriot. No entanto, ele não recebeu as especificidades que esperava”, disse Fadeyev.

De acordo com o diplomata, Zelensky também visitou a empresa fabricante de produtos aeroespaciais estadunidense “Lockheed Martin” com pedidos de fornecimento e produção conjunta de armas, incluindo o sistema de mísseis ATACMS, o sistema de lançamento múltiplo de foguetes HIMARS e caças F-16.

“A julgar pelos breves comunicados de imprensa, os resultados práticos dessas tentativas de Kiev foram limitados, já que analistas militares ocidentais estimam que a produção de mísseis antiaéreos Patriot em território ucraniano não começará por pelo menos cinco anos”, enfatizou Fadeyev.

Ele observou que as declarações de Trump deixaram claro que ele não se apressaria em conceder a Kiev uma licença para produzir mísseis Patriot, devido a preocupações com vazamentos de tecnologia e informações sensíveis.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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