O Arraiá organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Rio de Janeiro movimentou a Lapa na última sexta-feira (31) com apresentações musicais, barraquinhas de comidas típicas e comercialização de produtos da Reforma Agrária, transformando a celebração em um espaço de encontro entre campo e cidade.
Representantes de diferentes regiões do MST no estado destacaram os avanços conquistados ao longo de três décadas. Um ato político-cultural marcou o encerramento da Jornada da Natureza e reforçou o entendimento de que a Reforma Agrária Popular também passa pela preservação ambiental, recuperação de áreas degradadas e produção agroecológica de alimentos.
Durante a celebração, o MST resgatou a trajetória construída desde 1996, quando trabalhadores e trabalhadoras rurais iniciaram, em Campos dos Goytacazes, a primeira ocupação no estado do Rio.
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Foram homenageadas pessoas que construíram e constroem a história do MST. Desde os pioneiros das ocupações até os assentados e acampados que seguem organizando a vida coletiva nos territórios, além da juventude, da militância, das mulheres Sem Terra e dos parceiros que caminham ao lado do movimento.
O ato também prestou homenagem a lutadores e lutadoras que dedicaram suas vidas à organização popular, entre eles Cícero Guedes, Regina Pinho, Marielle Franco, Senhor Serafim, Sr. Edilson, Dona Maria, Índio, Alaíde Reis e tantos outros.
Realizado com entrada gratuita e patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, o Arraiá da Reforma Agrária Popular fortaleceu o compromisso do MST com a luta pela terra, justiça social e soberania alimentar. Cerca de 1.500 pessoas participaram do evento.

