julgamento

STJ aplica punição inédita e determina perda do cargo do ministro Marco Buzzi por assédio

Integrante de tribunal superior recebe nova punição máxima prevista, substituindo a aposentadoria compulsória

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Ministro do STJ Marco Buzzi© Sérgio Amaral/STJ
Ministro do STJ Marco Buzzi | Crédito: Sérgio Amaral/STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quinta-feira (6), por maioria absoluta, aplicar ao ministro Marco Buzzi a pena de disponibilidade, acompanhada da perda do cargo, por violação de deveres funcionais em um processo que apurou denúncias de assédio sexual, importunação sexual e injúria.

A decisão marca um precedente no Judiciário brasileiro. É a primeira vez que um integrante de tribunal superior recebe a nova punição máxima prevista para infrações disciplinares graves, substituindo a antiga penalidade de aposentadoria compulsória, que permitia ao magistrado deixar a função mantendo a remuneração.

Durante toda a tramitação do processo disciplinar, Buzzi rejeitou as acusações. Sua defesa contestou os relatos das denunciantes, sustentando que o ministro seria alvo de um suposto conluio nos bastidores do tribunal. Os advogados também apresentaram um laudo médico que aponta disfunção erétil.

Os ministros presentes à sessão foram unânimes ao reconhecer que houve infrações disciplinares. A maioria votou pela aplicação da disponibilidade com perda do cargo. Ficaram vencidos os ministros João Otávio de Noronha, Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Gurgel de Faria, que defenderam a aposentadoria compulsória como sanção.

Editado por: Rafaella Coury

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