Dois ataques a bomba em diferentes partes da Colômbia, no sábado (8), marcaram o primeiro dia de mandato do presidente Abelardo de la Espriella, deixando pelo menos um policial morto e pessoas feridas.
Um posto de pedágio foi destruído por grupos armados no município de Santander de Quilichao e, no departamento de Cesar, no norte do país, um policial foi morto após um ataque com drone.
Na ação em Quilichao, o grupo usou explosivos para destruir uma cabine de pedágio que estava em construção na rodovia Pan-Americana. O exército colombiano diz que os atos foram comandados por Iván Mordisco, dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Mordisco lidera dissidentes que romperam com o histórico acordo de paz de 2016 entre as Farc e o governo da Colômbia.
A cerca de mil quilômetros de distância, no departamento de Cesar, no norte do país, um policial foi morto em outro atentado a bomba na madrugada de sábado, quando um drone carregado de explosivos atingiu uma delegacia. O ataque foi atribuído, por autoridades locais, a “guerrilheiros e narcotraficantes”.
Em outro atentado, no dia 1º, seis dias antes da posse de Espriella, ao menos 11 pessoas ficaram feridas após a explosão de um caminhão carregado de explosivos ao lado de uma unidade da polícia em Cúcuta, cidade colombiana próxima à fronteira com a Venezuela.
“Narcoterrorismo”
Líder da extrema direita conhecido por seu discurso incisivo, Espriella prometeu combater o “narcoterrorismo sem trégua” e encerrar as negociações de paz com grupos armados.
Ele iniciou seu mandato transferindo 117 presos “de alto perfil” que participaram das negociações de paz com o ex-presidente de esquerda Gustavo Petro para prisões de segurança máxima
A mudança de poder inaugura uma nova abordagem em relação ao tema da violência. Petro, um ex-militante do grupo guerrilheiro Movimento 19 de Abril (M-19), tornou-se o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, prometendo uma política de “Paz Total” no país, apostando em acordos com atores sociais com longa história de associação com os casos de violência. De la Espriella, por outro lado, propõe um enfrentamento mais direto. O novo mandatário se apega ao apoio do governo Donald Trump no combate ao narcotráfico e à exploração ilegal de minerais.
De la Espriella condenou o atentado em redes sociais, afirmando que “atacar a infraestrutura do país é atacar o progresso”. “Aos responsáveis, envio uma mensagem clara: não haverá refúgio, nem clemência, nem impunidade”, ameaçou.
*Com informações da AFP.
