O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca manter boas as relações com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e também com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Mas as relações entre governo federal e o Congresso foram marcadas, em especial nesse último ano, por momentos de bastante tensionamento, em especial entre Lula e Alcolumbre.
O advogado e cientista político Jorge Folena aponta que, diante de tantos cenários adversos, o governo Lula 3 foi “excepcional no que diz respeito a entregas” para o povo brasileiro. “Os eleitores estão atentos a isso, e o Centrão também”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, em alusão à declaração de neutralidade dos partidos do Centrão no primeiro turno da corrida presidencial.
Ele cita como exemplo de articulação política bem-sucedida a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. “Foi aprovada com unanimidade na Câmara. E também foi aprovado com unanimidade no Senado. Todos votaram a proposta do presidente Lula, que é fundamental”, avalia.
Nova aproximação do ‘centrão’
O especialista destaca ainda uma reaproximação do presidente com importantes nomes dentro do cenário político nos últimos dias, com a neutralidade do Centrão, busca mais do que fortalecer a chance de reeleição. A retomada dos trabalhos no Congresso nesta terça-feira (11) gera expectativa de que, com um bom momento entre o Legislativo e o governo, a pauta do fim da escala 6×1 avance.
Folena avalia que, apesar dos obstáculos encontrados no Senado, não seria uma surpresa caso a Casa votasse a matéria mesmo após o início oficial da campanha eleitoral. “Dois terços dos senadores estão disputando a renovação dos seus mandatos. E não é um projeto de grandes dificuldades. E isso dá voto. Até o Centrão quer ficar ao lado da classe trabalhadora nesse momento”, afirma o cientista político.
Jorge Folena lembra que, na época da primeira eleição da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2010, houve um movimento do Centrão bastante semelhante ao que acontece agora com Lula. “Ciro Nogueira, depois que foi deixado para trás como vice do Flávio Bolsonaro, também começou a ensaiar aproximação com Lula. Não é novidade essa aproximação do Centrão com o PT. Em 2010, vários candidatos do Centrão estavam no palanque com Dilma”, destaca.
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