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Tarcísio quer agradar o eleitor da grande São Paulo se posicionando mais a centro-direita, o que desagrada a família Bolsonaro, indica jornalista

Haddad e Tarcísio participaram de debate marcado por divergências de dados e acusações da política privatista

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Debate com candidatos ao governo de SP acontece na noite de domingo (9), na Band
Debate com candidatos ao governo de SP acontece na noite de domingo (9), na Band | Crédito: Renato Pizzutto/Band

Na noite de domingo (9), o Grupo Bandeirantes promoveu debates entre candidatos ao governo do estado em diversas capitais. Em São Paulo, Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição, participaram do programa, que ficou marcado por divergências de dados, acusações da política privatista do atual governador e nacionalização dos discursos, com as figuras de Lula e Bolsonaro sendo trazidas para os questionamentos.

Para o jornalista Igor Carvalho, em participação na edição desta segunda-feira (10) do Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Haddad teve bom desempenho e saiu em vantagem sobre Tarcísio. “Haddad vence o debate até pela posição de franco-atirador. Tarcísio estava um pouco mais preocupado em manter uma postura, foi muito questionado sobre as privatizações e não respondeu”, destaca.

“Haddad estava mais tranquilo do que em outros debates, se colocando muito bem. Notei uma preocupação da equipe dele de que ele se mantivesse sempre no mesmo quadro de Tarcísio”, avalia ao comentar o formato que a Band usa em seus debates, que permite aos candidatos caminharem pelo cenário.

Além disso, Carvalho destaca os momentos em que Haddad conseguiu “imprimir algum nível de constrangimento” a Tarcísio. “A relação sempre constrangedora de Tarcísio com Jair Bolsonaro, que não dá para negar. O fiador da candidatura de Tarcísio é Bolsonaro”, afirma. “Tarcísio se reposicionou para tentar agradar o eleitor da capital paulista e da grande São Paulo, que não é esse eleitor muito conectado com a extrema direita. Ele passou a desenhar um posicionamento mais a centro-direita, o que desagradou a família Bolsonaro”, reforça.

Um outro tema considerado de muita importância foi a Favela do Moinho, comunidade no centro de São Paulo (SP) varrida do mapa pela gestão de Tarcísio. “É pouco transparente essa questão do governo federal, mas é muito menos transparente esse processo estadual e a aquisição das moradias pelas pessoas da Favela do Moinho”, destaca.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Rafaella Coury

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