Parceria paga

Brasil e Coreia do Sul ampliam comércio e investimentos em nova fase da parceria

Fóruns empresariais promovidos pela ApexBrasil impulsionam novas frentes de negócios entre os dois países

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com a Federação de Indústrias Coreanas (FKI), realiza em São Paulo,no Gran Hyatt, o Brazil-Korea Business Roundtable. Focado na expansão das relações comerciais, tecnológicas e de investimentos entre os dois países, o evento integra a programação da visita oficial do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung e conta com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin
O Brazil-Korea Business Roundtable, realizado pela ApexBrasil e pela FKI | Crédito: Paulo Pinto/Agencia Brasil

As relações bilaterais entre Brasil e Coreia do Sul adensaram-se significativamente em 2026 com a realização de dois fóruns de negócios. O primeiro deles ocorreu em fevereiro, quando uma missão empresarial brasileira reuniu 450 empresários brasileiros e sul-coreanos em Seul, durante o Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul. Cinco meses depois, em julho, o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, veio ao Brasil para participar do Brazil-Korea Business Roundtable em São Paulo (SP).

As duas iniciativas foram promovidas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com a Federação de Indústrias Coreanas (FKI) e buscaram ampliar as oportunidades de comércio, investimentos e cooperação em setores estratégicos entre os dois países.

ApexBrasil aposta na diversificação de mercados

Para a ApexBrasil, a aproximação com a Coreia do Sul é estratégica para ampliar as possibilidades de exportação brasileiras. Com 51,7 milhões de habitantes, o país é a 13ª economia do mundo, com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 1,9 trilhão em 2025, e o 11º maior importador global. Em 2025, a Coreia do Sul foi o 13º maior parceiro comercial do Brasil no mundo e o 4º maior parceiro comercial na Ásia, figurando como o 19º maior investidor estrangeiro no país.

Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, construir relações de confiança no atual cenário econômico global pode alavancar a economia nacional. “Vivemos um momento de incerteza e fragmentação, e o que precisamos é estabilidade, confiança e previsibilidade. É isso que o Brasil vê nesse parceiro tão importante que é a Coreia do Sul.”

A aproximação ganha relevância diante das oportunidades de ampliação das relações comerciais. A corrente de comércio entre Brasil e Coreia do Sul, que corresponde ao valor total das importações e exportações entre os dois países, soma cerca de US$ 11 bilhões. Apesar desse volume, os produtos brasileiros representam apenas 1% das importações da Coreia do Sul, segundo a ApexBrasil.

A estratégia da agência busca ampliar uma relação comercial que já inclui a exportação de produtos como petróleo, minério de ferro, soja, etanol industrial e carne de aves. Em contrapartida, as importações brasileiras da Coreia do Sul consistem, principalmente, de bens eletrônicos, autopeças e medicamentos.

Acordos aproximam empresas e instituições

Um dos principais resultados do Brazil-Korea Business Roundtable foi a assinatura de seis memorandos de entendimento entre empresas e instituições dos dois países. Os acordos abrangem áreas como inteligência de mercado, promoção comercial, investimentos, pesquisa, descarbonização, inteligência artificial, saúde, agronegócio e defesa.

Entre eles, destacam-se o acordo entre a ApexBrasil e a Agência de Promoção do Comércio e Investimentos da Coreia (Kotra), voltado à cooperação em inteligência de mercado, promoção comercial e investimentos; a parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e o Instituto Coreano para o Avanço da Tecnologia (Kiat) com foco em pesquisa e inovação; além do memorando entre a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Kiat para cooperação técnica e tecnológica.

A agenda também resultou na assinatura de acordos entre a farmacêutica brasileira Eurofarma e a sul-coreana SK Biopharmaceuticals; entre a JBS e a Highland Foods, no setor de alimentos; e entre a Embraer e a Korea Aerospace Industries (KAI), reforçando a cooperação empresarial e tecnológica entre os dois países.

Além disso, o Fórum também contou com uma rodada de negócios que reuniu 15 CEOs e presidentes de empresas sul-coreanas e um número equivalente de executivos brasileiros. Os participantes discutiram oportunidades de parceria e desafios para ampliar as exportações brasileiras ao mercado coreano. Na ocasião, foi criado um grupo de trabalho para discutir a criação de um acordo comercial entre o Mercosul e o país asiático, que pode ampliar as oportunidades de comércio entre os dois mercados.

ApexBrasil mapeia oportunidades para produtos brasileiros

O Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, realizado pela ApexBrasil e pela FKI durante a visita de Estado de Lula a Seul, em fevereiro deste ano, marcou um novo momento da relação bilateral. Na mesma agenda, Brasil e Coreia do Sul elevaram suas relações ao nível de Parceria Estratégica e adotaram o Plano de Ação 2026-2029 para orientar a cooperação entre os dois países.

Desde então, a agência mapeou frentes de negócio do setor produtivo entre os dois países e criou um Mapa de Oportunidades que identificou 280 possibilidades para produtos brasileiros entrarem no mercado sul-coreano, em segmentos que vão de alimentos e bebidas a produtos químicos, perfumaria, medicamentos e economia criativa.

“A Ambev foi uma das empresas presentes no Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, um importante evento realizado pela ApexBrasil. Nós estivemos ao lado do presidente da Coreia do Sul para debater as possibilidades de negócios e os desafios a serem superados para otimizar as negociações”, explica Rodrigo Moccia, Diretor de Relações Institucionais da Ambev.

O levantamento da ApexBrasil apontou que o setor alimentício é uma das frentes com oportunidades de expansão. O Brasil já fornece mais de 80% do frango consumido na Coreia do Sul e se posiciona como maior fornecedor individual de café, com até 35% do volume importado pelo país. Além disso, responde por 18% das importações coreanas de manga. Produtos como uva, melão, limão e carne bovina se apresentam como possíveis aberturas de mercado.

O mapa de oportunidades também compreende setores de tecnologia. Na medida em que importa 90% de sua oferta total de energia, a Coreia do Sul vê, nos biocombustíveis brasileiros, uma possibilidade para alcançar a transição energética e a meta de neutralidade de carbono até 2050. O Brasil aparece, também, como potencial fornecedor de minerais estratégicos para a indústria coreana de chips e semicondutores. No setor aeroespacial, a parceria entre Embraer e a coreana KAI ganha continuidade com a cooperação relacionada ao cargueiro militar KC-390, já vendido às forças armadas sul-coreanas.

Cosméticos, bioinsumos, saúde e audiovisual também integram a agenda de oportunidades. Após a missão empresarial de fevereiro, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) desenvolveu um plano de trabalho para conectar fornecedores de bioinsumos da Amazônia a empresas coreanas do setor.

Novo ciclo da parceria entre os países

Para o Brasil, ampliar a presença em mercados asiáticos estratégicos significa diversificar destinos para seus produtos e, ao mesmo tempo, buscar investimentos e parcerias capazes de agregar valor à produção nacional. A aproximação está inserida em um cenário de reorganização das cadeias globais de suprimentos, marcado por transformações tecnológicas, geopolíticas e climáticas. Já para a Coreia do Sul, a relação com o Brasil combina acesso a recursos e produtos estratégicos com possibilidades de cooperação em áreas como tecnologia, indústria avançada, energia, saúde e inovação.

[Conteúdo patrocinado pela ApexBrasil]

Editado por: Rafaella Coury

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