Tragédia

Número de mortos por terremoto na Colômbia chega a 240 e busca por sobreviventes segue

Profundidade do tremor atenuou danos ainda maiores; ainda assim houve impacto em prédios privados e na estrutura pública

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Resgatantes procuram por sobreviventes nas ruínas de um prédio colapsado em Cali após o terremoto que atingiu a Colômbia. 11/08/2026
Resgatantes procuram por sobreviventes nas ruínas de um prédio colapsado em Cali após o terremoto que atingiu a Colômbia. 11/08/2026 | Crédito: Joaquin Sarmiento/AFP

O número de mortos na Colômbia em decorrência do terremoto que atingiu o país já ultrapassa 240, segundo levantamento feito pela agência AFP com diversas autoridades nesta terça-feira (11). O tremor ocorreu na segunda-feira, (10), com escala 7,4 de magnitude, e comprometeu seriamente a estrutura de diversos prédios.

Os danos ocorreram principalmente em Chocó, departamento (subdivisão utilizada no país, semelhante às unidades federativas brasileiras) onde foi localizado o epicentro. Também afetou departamentos vizinhos, como Valle del Cauca, Risaralda, Caldas e Antioquia.

O episódio reacende lembranças traumáticas. Em 1999, outro sismo matou cerca de 1.200 pessoas na região.

O fenômeno mais recente causou a destruição de estruturas residenciais e públicas, como hospitais, colégios, estradas e redes elétricas. Serviços fundamentais paralisaram em várias regiões. Uma parcela de número desconhecido da população segue desalojada.

O terremoto foi sentido inclusive em países vizinhos, como em algumas regiões da Venezuela, na capital equatoriana, Quito, e em diversas províncias do Panamá. Esses países estão localizados no Cinturão de Fogo do Pacífico, uma região altamente sísmica e vulcânica onde se registra a atividade das placas tectônicas de Nazca e do Caribe.

Apesar de uma magnitude próxima à dos dois tremores que feriram recentemente a Venezuela (7,2 e 7,5, com poucos minutos de intervalo entre ambos), o sismo na Colômbia teve impactos menores, pois ocorreu em uma profundidade maior da terra.

Forças de salvamento voluntárias

No momento, forças de segurança, bombeiros e equipes de resgate voluntárias continuam empenhadas nas operações de salvamento.

“Estamos tentando retirar os escombros porque aqui ficavam todos os vendedores de loteria”, disse à AFP Juana Marín, 25 anos, que procurava sobreviventes em um prédio diante da principal praça de Pereira, uma das cidades mais afetadas.

“Eu vi pessoas saírem nuas, pessoas se jogavam de suas casas (…) desesperadas”, disse Wilmer Cuesta, estudante de Direito que decidiu ajudar no resgate em Quibdó, capital de Chocó.

Ajuda internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou em sua rede social que coloca o Brasil à disposição para ajudar com o que for necessário. “Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio”, disse.

Os Estados Unidos, aliados do novo governo de Abelardo de la Espriella, ofereceram uma ajuda de 15,5 milhões de dólares (cerca de R$ 80 milhões) para lidar com a emergência. Israel, México, Chile, Argentina e El Salvador também ofereceram ajuda.

O presidente da China, Xi Jinping, enviou uma mensagem de condolências ao presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella. As autoridades de Pequim ainda não anunciaram o envio de ajuda humanitária ou outras medidas de assistência ao país.

(*com informações da AFP)

Editado por: Gia Matheus Almeida

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