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Irã dispara contra grupos curdos no norte do Iraque enquanto Trump reivindica controle do Estreito de Ormuz

Tensões voltam a crescer e ministro paquistanês encontra autoridades do Irã para tentar mediar o fim da guerra

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Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, assina memorando de entendimento em Teerã, em 18 de junho de 2026
Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, assina memorando de entendimento em Teerã, em 18 de junho de 2026 | Crédito: Presidência Iraniana/AFP

O Irã disparou mísseis e drones contra posições de grupos curdos de oposição no norte do Iraque nesta quarta-feira (12). Os ataques atingiram o Vale de Alana, a cerca de 90 quilômetros da província de Erbil. Os alvos foram os grupos Komala e o Partido Democrático do Curdistão do Irã, mas não há vítimas. 

Um dia antes, mísseis iranianos atingiram a mesma região e feriram ao menos dois combatentes do Komala e da Peshmerga. Enquanto isso, quatro drones caíram nos distritos de Soran, Khalifa e Harir. Segundo o porta-voz do Komala, Amjad Panahi, as forças iranianas dispararam mais de 100 mísseis e drones contra os acampamentos do grupo desde o início da guerra de larga escala no Oriente Médio, em fevereiro. 

Enquanto isso, Teerã e Washington parecem longe de um acordo. O presidente estadunidense, Donald Trump, vem sustentando que a situação com o Irã estaria “indo bem” e que as forças dos Estados Unidos estariam mantendo o “controle total” do Estreito de Ormuz, o que é contrariado pelo Irã.

Pouco antes da fala de Trump, o novo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezaei, reiterou que Ormuz “não será aberto” até que os Estados Unidos “mudem o seu comportamento e aceitem as condições” iranianas, de acordo com informações da agência Tasnim. O republicano, por outro lado, disse que não confia no Irã. “Sou a última pessoa a confiar no Irã. Eles mentiram para mim o tempo todo”, argumentou o mandatário.

Teerã tem exigido a retirada das sanções ocidentais contra ativos iranianos, bem como a reparação pelos danos causados na guerra e a proibição de navios de guerra estadunidenses e israelenses em Ormuz. 

Mesmo com o cenário nebuloso, os países do Golfo Pérsico poderiam aceitar um acordo que prevê o controle iraniano sobre o tráfego marítimo, segundo informações reveladas pelo jornal The Wall Street Journal no início da semana. De acordo com a publicação, a saída seria a mais viável diante do risco real de que a escalada bélica entre EUA e Irã possa colocar em risco a infraestrutura energética das nações árabes. 

No campo da diplomacia, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, se reuniu com o ministro do Interior do Paquistão, Moshsin Navqi, na última terça-feira (11), em mais uma tentativa de mediar o fim da guerra promovida por EUA e Israel. Diplomatas que participaram do encontro relataram à agência IRNA que as conversas trataram dos laços bilaterais, mas não deram muitos detalhes. 

Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também teve um encontro com Navqi, e elogiou os esforços de Islamabad para impulsionar a “estabilidade e a segurança” da região.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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