Zhu Rongji, primeiro-ministro da China de 1998 a 2003, morreu nesta quarta-feira (12), às 11h06, em Pequim, aos 98 anos.
Na segunda metade dos anos 1990, ele foi uma das figuras-chave na transição da China para uma economia socialista de mercado, modelo que combinou os mecanismos de preço e concorrência ao planejamento central, sem abrir mão do controle estatal sobre setores estratégicos. Sua gestão presidiu a reforma tributária, a reestruturação das empresas estatais e as negociações que levaram a China à Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001.
O yuan na crise asiática
Em 1997, o Fundo Monetário Internacional (FMI) condicionou seus pacotes de socorro à Tailândia, à Coreia do Sul e à Indonésia a cortes de gastos, altas taxas de juros e abertura acelerada de mercados. A China, por sua vez, anunciou que não desvalorizaria o yuan.
“A opinião internacional era quase unânime: se a China não desvalorizasse sua moeda, estaria condenada”, afirmou Li Yang, ex-vice-presidente da Academia Chinesa de Ciências Sociais, em entrevista à Xinhua. A taxa de câmbio do yuan em relação ao dólar ficou estável em 8,27 a partir de 1998.
Para Li Yang, a decisão consolidou a China como “uma grande potência responsável” e garantiu ao yuan credibilidade internacional.
Zhu integrou o Comitê Permanente do Politburo durante o 14º e o 15º Congressos (1992–2002). Nasceu em outubro de 1928 em Changsha, na província de Hunan.
