Recife recebeu um ato político em defesa da soberania popular brasileira e contra o imperialismo dos Estados Unidos. Organizada pelo Levante Popular da Juventude e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e coordenada nacionalmente, a ação também celebra o legado de Fidel Castro, resgatando sua história de resistência contra os interesses de dominação estadunidense como exemplo para o futuro. O centenário do líder da revolução cubana é celebrado nesta quinta-feira, (13).
Não houve nenhum tipo de intercorrência e a ação seguiu pacificamente. Também foram registrados atos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Macapá.
O ato recifense foi realizado em frente ao Consulado-Geral dos Estados Unidos, no bairro da Soledade, no centro da capital pernambucana. Os participantes levaram cartazes em defesa de elementos da soberania brasileira, mencionando o PIX, o petróleo e as urnas eletrônicas, alvos constantes de ataques e ameaças por parte do governo Donald Trump.
O presidente dos Estados Unidos também fez parte da performance, representado como um mestre de marionetes, cujos interesses são defendidos no Brasil por agentes como o clã Bolsonaro e as big techs.
Foi estendida uma faixa com os dizeres “Trump, tire suas mãos do Brasil”, em meio a batucadas e gritos de palavras de ordem. O ato foi visto pelos transeuntes da rua do Consulado (cujo trânsito chegou a ser interrompido) e pela longa fila na calçada de pessoas que pleiteiam o visto para os Estados Unidos.
“A juventude brasileira está aqui para denunciar o imperialismo americano e as tentativas de intervenção de Trump no Brasil. Estamos aqui para dizer que a urna eletrônica é democracia, que o PIX e o petróleo são nossos”, afirma Maya Buarque, da coordenação estadual do Levante Popular da Juventude. Ela ressalta também o simbolismo da data escolhida: “Especialmente hoje, que Fidel Castro faria 100 anos, para além da denúncia, essa intervenção também é uma homenagem ao que a história de Fidel ensina para a juventude brasileira.”

A intervenção artística é a culminância de uma série de atividades realizadas pelas organizações durante toda esta semana, em celebração ao centenário de Castro, que trouxeram também ações de formação sobre temas como o muralismo e as lutas revolucionárias da América Latina.
Lillian Araújo, da coordenação nacional do Levante, explica que o encerramento denuncia as tentativas de avanço do imperialismo dos Estados Unidos, uma luta que Fidel também travou em vida. “A gente pensou esse ato como forma de denúncia sobre os últimos ataques que os Estados Unidos fazem ao Brasil, colocando as garras do imperialismo aqui. Mas lembramos que nosso país é soberano e acreditamos na nossa autonomia enquanto povo”, afirma.
