O governo de extrema direita de Abelardo de la Espriella limitou a entrada de equipes estrangeiras de busca e resgate na Colômbia a apenas quatro países: Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador. A restrição foi anunciada na quarta-feira (12) pelo novo diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos e Desastres, David Tamayo, e deixou de fora a oferta de apoio feita pelo Brasil poucos dias antes.
Os quatro países autorizados a enviar socorristas são ideologicamente alinhados ao novo governo De la Espriella, iniciado no último dia 7. O novo chanceler colombiano, Omar Bula, negou ter usado critérios políticos para a escolha, dizendo que a administração trabalha com diferentes países “sem nenhuma consideração ideológica ou política”. Segundo ele, só poderão entrar na Colômbia socorristas certificados internacionalmente e autônomos, capazes de reforçar as equipes locais.
Na segunda-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a oferecer apoio à Colômbia. O mandatário brasileiro disse que recebeu a notícia do terremoto de magnitude 7,4, que já deixou 265 mortos e cerca de 3,5 mil feridos, com preocupação. O Itamaraty reforçou o gesto da nota, mas o Brasil foi ignorado.
Enquanto isso, o governo colombiano vem estreitando os laços militares com Washington. Do Panamá, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciou a autorização para “operações militares conjuntas” contra o que classificou como narcoterrorismo.
Assim, a Colômbia passará a integrar a Coalizão das Américas contra os Cartéis (A3C), que funciona como o braço operacional do Escudo das Américas. A articulação foi lançada pelo presidente Donald Trump em março. Segundo o Departamento de Estado dos EUA, Washington deve destinar cerca de US$ 1 bilhão em assistência de segurança à Colômbia.
