Jovens do Levante Popular da Juventude e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se manifestaram em frente ao Consulado-Geral dos Estados Unidos, no centro do Rio, na manhã desta quinta-feira (13), no marco do centenário de Fidel Castro. O protesto denunciou o imperialismo estadunidense sobre a América Latina e as tentativas de interferência no Brasil, sobretudo em ano eleitoral.
Carla Cruz, da coordenação nacional Levante no Rio de Janeiro, relacionou a família Bolsonaro e a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República com ataques à soberania nacional. Uma representação do presidente dos EUA, Donald Trump, e dos filhos de Bolsonaro como suas marionetes simbolizou a submissão.
“Hoje revivemos o legado da Revolução Cubana nesse centenário de Fidel Castro. Fomos para a rua denunciar os ataques dos EUA aos países da América Latina e as tentativas de intervenção nas eleições. Denunciamos que a família Bolsonaro é articuladora dessa política e, portanto, inimiga do povo brasileiro e da soberania nacional”, afirmou ao Brasil de Fato.
A ação levou uma faixa com os dizeres “Trump tire as mãos do Brasil”, além de cartazes em defesa do Pix, da urna eletrônica e do petróleo como patrimônios da democracia brasileira. O bloqueio econômico e energético dos EUA contra Cuba também foi alvo de críticas dos jovens.

A atividade integra a Jornada Nacional “Sejamos Todos como Fidel”, do Levante Popular da Juventude, e a 17° Jornada Nacional da Juventude Sem Terra. Em diversos estados do país, jovens denunciam os impactos da política imperialista e da indústria da guerra sobre a natureza e os povos do mundo. A ação também presta homenagem aos 100 anos de Fidel.
Para a coordenadora nacional do Levante Popular da Juventude e secretária-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE), Camila Moraes, a jornada busca transformar a memória de Fidel em ação política no presente contra o imperialismo. “Quando ocupamos esses espaços que simbolizam o poder norte-americano, denunciamos qualquer ataque imperialista, reafirmamos que quem deve escrever o destino de um país é o seu próprio povo”.
