Ofensiva violenta

Ataques de Israel matam ao menos 11 pessoas no sul do Líbano; primeiro-ministro condena ofensiva

Premiê libanês, Nawaf Salam afirmou em rede social que vítimas civis não são "infraestrutura militar"

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Equipes de primeiros socorros e moradores em local de ataque israelense no sul do Líbano
Equipes de primeiros socorros e moradores em local de ataque israelense no sul do Líbano | Crédito: ABBAS FAKIH/AFP

Ao menos 11 pessoas morreram após uma série de ataques aéreos realizados por Israel no sul do Líbano, na madrugada deste sábado (15), segundo o Ministério da Saúde do Líbano, conforme noticiado pelo Al Jazeera. De acordo com a agência internacional, aviões de guerra da Força Aérea Israelense atingiram residências nos vilarejos de Ansar e Deir El Zahrani.

O bombardeio mais letal ocorreu em Ansar, onde sete pessoas de uma mesma família morreram, incluindo três crianças e duas mulheres. O balanço oficial das autoridades locais, conforme noticiado por agências internacionais, contabiliza pelo menos outras onze pessoas feridas em decorrência das explosões.

Em publicação no X (antigo Twitter), o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, classificou a escalada militar como um assunto de “extrema gravidade”. Ele afirmou que os bombardeios intensos contra moradores em suas casas minam os esforços para consolidar a estabilidade na região sul do país. Os países estão oficialmente em negociações para um acordo mediado pelos Estados Unidos.

Salam rebateu as justificativas de Tel Aviv sobre os alvos atingidos na operação, que diz ter atacado equipamentos do grupo Hezbollah. “Os sete mártires do bombardeio israelense na localidade de Ansar não são ‘infraestrutura militar’, e as crianças e mulheres mortas nele não são alvos militares”, escreveu o premiê.

O primeiro-ministro defendeu que a responsabilidade de lidar com qualquer infraestrutura militar em território libanês é exclusiva do Estado e do Exército do Líbano. Segundo Salam, a suposta existência dessas estruturas não concede a Israel o direito de violar o território ou expor civis ao perigo.

A nota de Salam faz ainda um pedido para que Israel interrompa a ofensiva. O premiê declarou que a segurança da população e o direito à vida em sua própria terra não são temas sujeitos a negociações ou barganhas.

As Forças Armadas de Israel confirmaram os ataques, descrevendo-os como uma ação contra estruturas do Hezbollah em uma zona de segurança no sul libanês. De acordo com o comunicado israelense repercutido internacionalmente, a ofensiva foi uma resposta a ações prévias realizadas contra seus soldados na região.

Desde o início da recente escalada de hostilidades, em 2 de março, pelo menos 4.300 pessoas já morreram no Líbano. O conflito se intensificou após Israel ocupar uma faixa de terra no sul do território libanês durante operações de combate no início deste ano.

Editado por: Rodrigo Gomes

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