Pela 1ª vez

Petrobras descobre indícios de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas

Achado no poço Morpho, a 175 km da costa do Amapá, confirma potencial da Margem Equatorial; buscas continuam

No audio source provided.
O poço Morpho está localizado a 175 km da costa do Oiapoque (AP)
O poço Morpho está localizado a 175 km da costa do Oiapoque (AP) | Crédito: Divulgação/Petrobras

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (14) ter identificado a presença de hidrocarbonetos em um poço exploratório na bacia da Foz do Amazonas. A descoberta ocorreu no bloco FZA-M-59, localizado no litoral do estado do Amapá.

O achado foi registrado no poço Morpho, situado a cerca de 175 quilômetros da costa. A perfuração aconteceu em águas ultraprofundas, em um ponto onde a lâmina d’água mede 2.886 metros de profundidade.

Segundo a estatal, a constatação do material foi feita por meio de perfis elétricos e indícios encontrados em amostras de rocha. Hidrocarbonetos são compostos orgânicos que indicam a existência de petróleo ou gás natural na região.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou em nota que o resultado confirma o otimismo em relação à Margem Equatorial brasileira. Ela declarou que a descoberta é fruto da competência técnica da empresa para recompor reservas de energia.

“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, disse Magda Chambriard.

A identificação dos sinais é considerada a fase inicial de prospecção. A partir de agora, a Petrobras fará novos estudos para medir o tamanho da reserva e avaliar se a extração do petróleo é viável economicamente.

A Petrobras obteve a autorização do Ibama para pesquisar o poço em outubro de 2025. A estatal detém 100% de participação na área do bloco FZA-M-59, adquirida em leilão realizado no ano de 2013.

Em fevereiro de 2026, a exploração no local chegou a ser interrompida por um vazamento de fluido de perfuração. Pelo incidente, o Ibama aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões contra a empresa.

Editado por: Rodrigo Gomes

|

Newsletter