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Flávio Bolsonaro lamenta ausência do pai em lançamento de campanha: ‘Homem honesto, incorruptível’

Em ato em Copacabana neste domingo (16), candidato do PL defendeu classificar PCC e CV como terroristas

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Flávio Bolsonaro dividiu primeiro palanque da eleição com seu vice, candidatos do PL e o candidato ao governo do Rio Douglas Ruas
Flávio Bolsonaro dividiu primeiro palanque da eleição com seu vice, candidatos do PL e o candidato ao governo do Rio Douglas Ruas | Crédito: Captura de tela/Youtube

O candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, marcou o início da campanha eleitoral com um ato na praia de Copacabana, neste domingo (16). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que o pai, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado, nunca foi uma ameaça para a democracia. 

Sem citar a prisão, o senador lamentou a ausência de Jair e dedicou a primeira parte do seu discurso à defesa de Bolsonaro como “homem de bem, honesto e incorruptível”. Na sequência, o comício reproduziu em áudio um trecho antigo de discurso de Jair Bolsonaro em tom emotivo.

Flávio comparou Bolsonaro a Pelé e fez uma série de ataques ao governo Lula (PT). “Estou mais do que preparado para enfrentar esse sistema podre. Hoje o Brasil olha para Brasília com nojo”, disse. Ele prometeu “fazer um tesouraço” no orçamento público e classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como grupos terroristas.

“Quem tem soberania aqui no Complexo do Alemão? O governo ou o Comando Vermelho? Ou está fechado com o crime organizado, ou é muito incompetente. Eu vou resgatar a soberania do Brasil porque eu vou tratar PCC, Comando Vermelho e milícia como organização terrorista”, disse.

O candidato fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que, se eleito, terá legitimidade para reduzir a maioridade penal e indicar quatro ministros “contra o aborto, a liberação das drogas e que voltarão a respeitar a Constituição”.

Em diversos momentos, Flávio recorreu ao pai para engajar o público de Copacabana. “Vocês conhecem uma pessoa chamada Jair Messias Bolsonaro. Eu te amo, pai. Eu sou filho do Brasil, nós somos irmãos e o Brasil vai vencer”, discursou.

Economia e relações internacionais

Flávio citou Lula nominalmente em diversos momentos para criticar o petista e seu governo, chamando de “caloteiro da esperança” e “gastador”. “Quando a caixa de [chocolate] Bis baixa de 20 para 16 unidades, a culpa é do Lula. Quando o rolo de papel higiênico passa de 40 metros para 36, a culpa é do Lula”, bradou o Flávio para um público minguado na Avenida Atlântica.

Em relação a outros países, Flávio garantiu ser o único com credibilidade para negociar acordos com o governo Donald Trump, dos Estados Unidos, e com Javier Milei, na Argentina. “Sou o único que pode sentar com os Estados Unidos, com a China, com Israel, com o Oriente Médio, com a Índia, com a Argentina, e fazer os maiores e melhores acordos comerciais para o bem da nossa nação”, disse.

Na área da educação, Flávio disse que vai distribuir vouchers para mães colocarem os filhos em creches privadas e prometeu mudanças no currículo escolar e nas universidades públicas. 

“Nossos jovens não podem mais ser transformados em militantes. Vou trazer o setor produtivo privado para dentro das universidades para fazerem parcerias e investimento em pesquisa, tecnologia e inteligência artificial”, afirmou.

Primeiro comício de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República mobilizou trio elétrico em Copacabana (RJ)
Primeiro comício de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República mobilizou trio elétrico em Copacabana (RJ) | Crédito: Captura de tela/Youtube

Alianças frágeis

Flávio dividiu o palanque com o vice, Alfredo Gaspar (PL), com políticos de extrema direita, com candidatos ao legislativo pelo PL de diversos estados e também com Douglas Ruas, candidato ao governo do Rio de Janeiro e presidente da Assembleia Legislativa (Alerj). 

No sábado (15), o partido registrou uma baixa com a saída do senador Romário, que decidiu abandonar a legenda para apoiar a candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio. 

PP e União Brasil já haviam desembarcado da chapa de Flávio Bolsonaro em agosto. No Rio, o isolamento do PL na corrida eleitoral ficou ainda mais evidente quando o ex-vice de Ruas declarou apoio a Paes na semana passada.

Editado por: Monyse Ravena

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