RETOMADA

Lula e Alcolumbre reaproximam Planalto e Senado, e 6×1 entra no radar

Reaproximação entre Lula e Alcolumbre destrava pautas no Senado

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Lideranças políticas, sindicais e de movimentos sociais participaram do ato pelo fim da escala 6x1 na capital gaúcha
Lideranças políticas, sindicais e de movimentos sociais participaram do ato pelo fim da escala 6×1 na capital gaúcha | Crédito: Jorge Leão

A reaproximação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), começa a produzir efeitos concretos na agenda do Congresso. Depois de semanas de distanciamento, os dois dividem, nesta segunda-feira (17), uma agenda pública no Amapá, enquanto pautas prioritárias do governo avançam na Casa comandada pelo senador.

Na sexta-feira (14), Alcolumbre encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a PEC que prevê o fim da escala 6×1. A proposta estava parada no Senado desde que foi aprovada pela Câmara, em maio. O movimento ocorreu depois de reuniões entre Lula e o presidente do Congresso, que também destravou a tramitação da PEC da Segurança Pública.

O avanço da 6×1 recoloca no centro do debate uma das principais bandeiras sociais do governo Lula. A proposta prevê a redução da jornada de trabalho e o fim do modelo em que trabalhadores cumprem seis dias de atividade para apenas um de descanso. No Senado, a expectativa é que a matéria seja analisada pela CCJ e possa entrar no esforço concentrado previsto para o fim de agosto e início de setembro.

A PEC da Segurança Pública também está entre as prioridades que ganharam novo fôlego com a retomada do diálogo entre Planalto e Senado. O texto amplia a participação da União na coordenação das políticas de segurança pública e é tratado pelo governo como uma peça importante para reorganizar a atuação federal no setor.

A movimentação ocorre justamente na largada oficial da corrida eleitoral. De um lado, Lula tenta transformar a redução da jornada e a ampliação de direitos trabalhistas em uma agenda concreta para os próximos meses. Do outro, a oposição já sinaliza que pretende retardar a discussão da 6×1 para depois das eleições. O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho (PL-RN), defendeu que o tema só seja debatido após o pleito.

A nova sintonia entre Lula e Alcolumbre, portanto, tem efeitos que vão além da agenda desta segunda-feira no Amapá. Após o desgaste provocado pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, o diálogo entre os dois volta a funcionar como uma das chaves para destravar pautas de interesse do governo no Senado, justamente no momento em que o Congresso passa a ser atravessado pela disputa eleitoral de 2026.

Editado por: Rafaella Coury

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