Riqueza nacional

Petrobras confirma descoberta de petróleo na Foz do Rio Amazonas

Ainda são necessários estudos para confirmar a dimensão e extensão exata da reserva

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Bloco 59, na Foz do Amazonas, é o primeiro liberado para perfuração na Margem Equatorial; autorização acontece um mês antes da COP30 no Brasil
Bloco 59, na Foz do Amazonas, é o primeiro liberado para perfuração na Margem Equatorial; autorização foi feita um mês antes da COP30 no Brasil | Crédito: Cezar Fernandes/Divulgação Petrobras

A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço Morpho, na Foz do Rio Amazonas, no litoral do Amapá. A confirmação foi feita pela presidente da empresa, Magda Chambriard, durante uma coletiva de imprensa na cidade de Oiapoque (AP), nesta segunda-feira (17), da qual também participou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que visitava o navio-sonda que realiza a perfuração nas águas da região.

Os hidrocarbonetos — elementos que indicam a presença de petróleo ou gás — foram identificados por meio de perfis elétricos e amostras de rochas coletadas durante a perfuração. Ainda serão necessários mais estudos para compreender o tamanho da reserva e a área correta em que está localizada. 

“Estão previstos mais três poços para perfuração nessa região. Além disso, há outros cinco poços em áreas adjacentes. É esse gigantesco esforço exploratório que vai nos dizer o real potencial da região”, explicou Chambriard.

O achado está no bloco FZA-M-59, adquirido pela Petrobras na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013. Porém, também é preciso avaliar se a exploração de petróleo e gás no local é economicamente viável, considerando a demanda de estrutura e equipamentos, bem como os cuidados de preservação ambiental. 

A área de avaliação para exploração de petróleo fica a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma lâmina d’água de 2.886 metros.

“As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, informou a empresa.

Editado por: Rodrigo Gomes

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