Editorial

Eleições 2026: sociedade deve observar a soberania brasileira no processo

Disputa se inicia polarizada entre o atual presidente Lula (PT) e o espólio do ex-presidente Jair Bolsonaro

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As eleições de 2026 serão realizadas no dia 4 de outubro (primeiro turno) e 25 de outubro
Eleições de 2026 serão realizadas no dias 4 (primeiro turno) e 25 de outubro | Crédito: Divulgação/TSE

Agosto marca o início do processo eleitoral. Apesar de termos 13 candidatos à Presidência da República, a disputa se inicia polarizada entre o presidente Lula (PT) e o espólio do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, representado pelo seu filho Flávio Bolsonaro (PL).

Como não lembrar dos escândalos que Flávio foi acusado quando ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro? Da rachadinha, por ter se apropriado de parte dos salários dos seus assessores, de lavar dinheiro em uma loja de chocolates, e um dos mais recentes, por pedir dinheiro para o ex-banqueiro e agora também presidiário Daniel Vorcaro.

Flávio, que em áudio vazado chamou o banqueiro de irmão, pediu impressionantes R$ 134 milhões ao dono do Banco Master. O mesmo que roubou bilhões de dinheiro desviado do caixa da aposentadoria de vários estados do Brasil.

Vamos enfatizar: R$ 134 milhões para supostamente terminar um filme sobre o seu pai. Esse valor tornaria esse filme um dos mais caros já feitos na história do cinema. Um valor obsceno, escandaloso.

Tão obsceno e escandaloso quanto esse valor, só a falta de continuidade da investigação sobre como e o que foi feito desse dinheiro.

A suspeita é de que o dinheiro foi recebido pelo irmão de Flávio, esse de fato biológico, não irmão da vida, de amizade, o Eduardo Bolsonaro. O mesmo que trama tarifas contra a soberania brasileira e quer entregar nossas riquezas para os Estados Unidos, governado por Donald Trump. O fato desse dinheiro não ter sido declarado configuraria, no mínimo, remessa irregular, evasão de divisas.

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O processo eleitoral está polarizado entre dois campos políticos. São 13 candidatos à presidência nas eleições de 2026. Mas existe uma preocupação entre aqueles que acompanham esse processo: qual será a postura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que foram indicados na época em que Bolsonaro foi presidente da república?

No caso do TSE, o presidente e o vice são ministros do STF que foram indicados pelo ex-presidente. Até o momento, a impressão de favorecimento para Flávio Bolsonaro não é escancarada, mas causa desconfiança pela demora nas decisões. Temos que redobrar a fiscalização e as cobranças. Só a sociedade civil organizada poderá garantir a lisura, independência e a soberania brasileira nesse processo.

*Editorial publicado originalmente na edição 388 do jornal Brasil de Fato RJ.

Editado por: Clivia Mesquita

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