Logo após as celebrações do centenário do líder da revolução cubana Fidel Castro, os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (20) a imposição de novas sanções contra Cuba, atingindo nove organizações e três indivíduos, que são acusados pelo governo do presidente Donald Trump de atividades contra os interesses do país norte-americano.
O alvo principal é o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap), mas as sanções também atingem o Ministério da Construção de Cuba e outras 7 organizações. Entre as pessoas sancionadas estão Fernando Gonzalez Llort, presidente do ICAP e integrante do grupo dos Cinco Cubanos, oficiais de inteligência de Cuba presos pelos EUA em 1998; Noemi Ramona Rabaza Fernandez, primeira vice-presidente do ICAP; e Leima Martinez Freire, diretora do ICAP para a América do Norte.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o ICAP mantém uma ampla rede de influência dentro dos Estados Unidos, que teria como objetivo “identificar, recrutar e radicalizar subversivos, operando sob o pretexto de intercâmbio educacional ou cultural”.
Segundo ele, Cuba usou os eventos do centenário de Fidel, celebrado em 13 de agosto, para ativar essa rede, a fim de levar simpatizantes a Havana para se relacionarem com autoridades governamentais.
“As designações de hoje deixam claro que o governo Trump não tolerará os esforços do regime cubano para financiar sua repressão ou dar continuidade à sua campanha de atividades subversivas antiamericanas, que já dura décadas”, afirmou Rubio.
Histórico de bloqueio
Desde o fim de janeiro, o governo dos Estados Unidos passou a dificultar severamente as importações de petróleo e combustíveis de que Cuba necessita para manter o funcionamento normal do país.
Por meio de uma ordem executiva, o presidente Donald Trump ameaça impor sanções a qualquer país ou empresa que “venda ou forneça” petróleo bruto à ilha.
A asfixia energética é sentida em todos os cantos de Cuba. Há regiões em que as famílias passam dias inteiros sem eletricidade e, quando a energia finalmente volta, dura apenas duas ou três horas antes de ser interrompida novamente.
