A Rússia realizou um novo ataque massivo com mísseis e drones contra regiões ucranianas na madrugada desta quinta-feira (20). O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o ataque, alegando atingir alvos estratégicos ucranianos. Ainda assim, pelo menos 16 pessoas morreram no ataque, informam autoridades ucranianas.
De acordo com o ministério russo, o ataque foi realizado utilizando armamento de precisão terrestre, aéreo e marítimo, além de veículos aéreos não tripulados de longo alcance, visando instalações industriais militares, um centro de transporte e logística e armazéns em Kiev e arredores.
De acordo com a pasta, o ataque massivo teve como alvos empresas associadas à produção de drones e mísseis Flamingo, bem como centros de logística.
“Em Kiev, os seguintes locais foram atingidos: a empresa industrial Fire Point LLC, que produzia componentes para VANTs de ataque de longo e médio alcance, e também montava e armazenava propulsores usados em mísseis de cruzeiro Flamingo”, diz o comunicado do Ministério da Defesa russo.
Já as Forças Armadas da Ucrânia afirmaram que foram lançados, no total, 36 mísseis de cruzeiro Kh-101, Iskander-K e Kh-59, oito mísseis Kalibr, dois mísseis Banderoli, além de mísseis balísticos Onyx, Zircon, Iskander-M e S-400, além de 168 drones de ataque.
Foi relatado que a capital Kiev, a cidade mais atingida no bombardeio, teve um alerta de ataque aéreo que durou quase nove horas. Além de Kiev e da região circundante, infraestruturas nas regiões de Odessa e Chernihiv também foram atacadas.
O Serviço Estatal de Emergência ucraniano informou que 34 pessoas ficaram feridas no ataque, além das 16 mortes.
Escalada da guerra
O ataque acontece em um contexto de escalada da guerra da Ucrânia, com intensificação dos ataques de ambos os lados do conflito. Enquanto a Rússia aumenta seus ataques de mísseis e drones em Kiev e outras regiões, em particular, do Mar Negro, alegando atingir alvos de infraestrutura militar e estratégica, a Ucrânia também realiza ataques de drones constantes contra áreas de refinaria de petróleo e centros logísticos.
Ao comentar as perspectivas de negociação de paz na guerra da Ucrânia, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que atualmente não existem “pré-condições de otimismo” para uma resolução pacífica da crise.
“Atualmente, devido à posição do regime de Kiev, não há pré-condições para otimismo em relação a uma resolução pacífica. A dinâmica nas linhas de frente é bem conhecida. O chefe de Estado e o comandante em chefe supremo já falaram repetidamente sobre isso. A operação militar especial continua”, disse Peskov.
