ALERTA

‘PL da Especulação Imobiliária’ será votado em regime de urgência nesta sexta (21) em BH

Movimentos populares convocam manifestação na Câmara de BH durante a votação, às 9h

No audio source provided.
Texto cria a chamada Operação Urbana Simplificada (OUS) Regeneração dos Bairros do Centro
Texto cria a chamada Operação Urbana Simplificada (OUS) Regeneração dos Bairros do Centro | Crédito: Guilherme Dardanhan/ALMG

Conhecido popularmente como “PL da Especulação Imobiliária”, o Projeto de Lei (PL) 574/2025 será votado em 2º turno, nesta sexta-feira (21), na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), em regime de urgência. 

Segundo movimentos populares, em mensagem de convocação nas redes sociais, a Prefeitura e a Câmara “articularam uma manobra” ao colocar a tramitação em urgência, “sem passar pelo Conselho de Patrimônio, sem Estudo de Impacto e sem ouvir os quilombos Mattias e Souza – desrespeitando a Convenção 169 da OIT”. 

A medida gerou insatisfação na população e nos críticos da proposta, que convocaram uma manifestação na própria casa legislativa, às 9h desta sexta-feira, durante a votação. 

“Esse é o projeto dos arranha-céus do Damião, que quer autorizar e incentivar a construção de prédios, na região central da cidade, com quase o dobro do altura permitida hoje”, criticou o Coletivo Alvorada, por meio de publicação convocatória nas redes sociais. 

Entenda o projeto 

O Projeto de Lei (PL) 574/2025, enviado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) à Câmara Municipal (CMBH), tem sido alvo de críticas de arquitetos, urbanistas, movimentos sociais e moradores do centro da capital mineira e de bairros do entorno. O texto cria a chamada Operação Urbana Simplificada (OUS) Regeneração dos Bairros do Centro e prevê incentivos para novos empreendimentos imobiliários, com prédios mais altos e benefícios fiscais para construtoras. 

:: Entenda: ‘Não é requalificação’: especialista diz que projeto da PBH para o centro só serve ao mercado :: 

Críticos ao PL aprovado na CMBH em 1º turno no dia 30 de março de 2026, com 33 votos a favor e cinco contrários, apontam que a medida pode provocar aumento dos preços, pressão imobiliária e impactos diretos nos bairros vizinhos.

Entre as áreas que podem sentir mais fortemente essas mudanças estão Lagoinha, Floresta, Concórdia, Carlos Prates e Bonfim, incluídos parcial ou totalmente na área da operação.

:: Leia também: Verticalização do centro de BH, proposta pela PBH, pode gerar risco de expulsão de moradores :: 

Editado por: Elis Almeida

|

Newsletter