Oriente Médio

Presidente iraniano pede unidade nacional diante de pressão econômica dos EUA

Masoud Pezeshkian classificou sanções de Trump como uma segunda guerra

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Registro do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, realizado em 8 de agosto, durante coletiva de imprensa
Registro do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, realizado em 8 de agosto, durante coletiva de imprensa. Na oportunidade, o presidente defendia o fim da guerra e entendia que o país saía vitorioso diante dos olhos do mundo | Crédito: Iranian Presidential Office / AFP

Em discurso transmitido pela televisão estatal neste domingo (23), o presidente iraniano Masoud Pezeshkian voltou a falar sobre o impacto das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao país e pediu solidariedade e unidade entre a população. Pezeshkian destacou a resiliência do povo iraniano como um fator que surpreendeu o mundo.

O presidente classificou a pressão econômica exercida pelo governo de Donald Trump sobre os países muçulmanos como uma segunda guerra em curso, que ocorre paralelamente ao conflito militar.

Em uma postagem no X nesse sábado (22), o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que recebeu inúmeras mensagens de países vizinhos para a formação de acordos de cooperação entre nações da região nas áreas de segurança e economia. Segundo ele, os países consideraram a pressão exercida pelos EUA uma ameaça à região. “Uma ordem regional e independente é o que realmente trará paz e segurança”, escreveu.

Dia D Econômico

Na última quarta-feira (19), Trump anunciou, pelas redes sociais, medidas para aumentar o bloqueio econômico em relação ao Irã e prometeu retaliar empresas e países que mantiverem relações econômicas com o país persa.

O anúncio perdeu força na sequência, quando jornais dos próprios Estados Unidos divulgaram que a dívida do país superava US$ 40 trilhões. Ao citar a reportagem, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Sayed Abbas Araghchi, considerou as ameaças de Trump uma “cortina de fumaça” para encobrir a situação econômica dos EUA.

Conflito diplomático

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, anunciou neste domingo (23) a expulsão de dois diplomatas franceses do país. Segundo ele, a medida ocorreu porque os representantes franceses teriam interferido em assuntos domésticos ao promover uma reunião “secreta” em julho. Em 18 de agosto, os dois foram declarados persona non grata no país.

Como resposta, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, comunicou pelo X que expulsaria dois diplomatas iranianos do país nos próximos dias e acusou o governo persa de ter agredido funcionários da embaixada francesa em 19 de julho.

Editado por: Monyse Ravena

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