O candidato à presidência da República pelo partido Novo comunicou, na tarde deste domingo (23), que não participará do primeiro debate entre candidatos à presidência da República promovido pelo Grupo Bandeirantes e transmitido em pool com TV Cultura, Estadão, Gazeta e Jovem Pan News, a partir das 20h. A assessoria do candidato atribui a desistência às ausências de Lula e Bolsonaro.
Pela legislação eleitoral, a emissora não teria obrigação de convidar o ex-governador de Minas Gerais para o debate, uma vez que o Novo não possui pelo menos cinco parlamentares eleitos no Congresso, nem integra coligação que contabilize esse número.
Os candidatos que cumprem essa exigência são Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD). Destes, apenas Caiado confirmou presença. A emissora estendeu o convite para Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), além do próprio Zema.
Entre os argumentos do presidente Lula, líder nas pesquisas de intenções de voto, para não participar do debate está o desequilíbrio na composição dos participantes. Uma vez que diversos candidatos do campo de esquerda não foram convidados, como Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP). Também estão concorrendo este ano: Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata). Já Bolsonaro desistiu diante da ausência de Lula.
Outro candidato que ficará de fora é Pablo Marçal (PRTB). Em julgamento realizado na quinta-feira (20), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade que Marçal não pode acessar recursos públicos para a campanha. O Tribunal informou ainda que decidirá sobre a elegibilidade do candidato no começo de setembro. Em 2025, Marçal foi condenado por abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2024. Ele anunciou apoio a vereadores de direita que apoiassem financeiramente sua campanha para prefeito.
