Cerco fechando

Defesa de Flávio Bolsonaro pediu 4 vezes para STF tirar investigação sobre ‘Dark Horse’ de Dino

Advogados do candidato queriam transferir apuração sobre emendas do filme 'Dark Horse' para André Mendonça

No audio source provided.

Flavio Bolsonaro
O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flavio Bolsonaro | Crédito: Mauro Pimentel/AFP

A defesa do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou quatro pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar retirar do ministro Flávio Dino a relatoria da investigação sobre o direcionamento de emendas parlamentares para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os requerimentos foram protocolados pela equipe jurídica do político entre os dias 3 e 29 de julho deste ano. Duas das solicitações foram endereçadas diretamente ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e as outras duas foram encaminhadas ao próprio relator, Flávio Dino.

A estratégia dos advogados buscava transferir a condução do inquérito sobre as emendas para o ministro André Mendonça. A defesa argumentou que Mendonça já era o relator de outras petições relativas ao financiamento privado e aportes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o longa-metragem, sustentando a existência de prevenção para concentrar os processos sob a mesma relatoria.

Nos documentos apresentados, os advogados alegaram ter ocorrido “manipulação das regras de competência” na distribuição do caso. A redistribuição solicitada foi rejeitada pela Corte, mantendo a atribuição com o ministro Flávio Dino por se tratar de apuração sobre o uso indevido de emendas parlamentares na execução de verbas públicas.

Com a manutenção da relatoria, Dino autorizou a operação realizada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (10), que cumpriu mandados de busca e apreensão contra investigados por suspeita de desvio de recursos públicos.

As investigações relacionadas ao filme “Dark Horse” abrangem frentes sobre o repasse de recursos privados negociados com Daniel Vorcaro, a eventual remessa de valores ao exterior e o suposto direcionamento de emendas apresentadas pelo deputado Mario Frias (PL-SP) para a produtora da obra.

A defesa de Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade e afirma que a produção não utilizou verbas públicas.

Editado por: Rodrigo Chagas

|

Newsletter