René Gonzalez Barrios recebeu o Brasil de Fato em seu escritório, dentro do Centro Fidel Castro Ruz, instituição que dirige, em Havana, capital de Cuba. É neste prédio que está reunida a vasta coleção de livros de Fidel Castro, assim como alguns pertences pessoais do comandante da Revolução cubana.
A entrevista acontece no momento em que o país atravessa a maior crise econômica de sua história, resultado direto do bloqueio imposto pelos EUA aos cubanos há mais de seis décadas. Barrios criticou o expediente adotado pelos estadunidenses para atacar a ilha.
“Nenhum país dos que empreenderam o projeto de desenvolvimento do socialismo o fez nas condições de hostilidade em que Cuba fez. O bloqueio é um genocídio oficial do governo dos Estados Unidos contra Cuba”, explicou.
Bairros, que esteve com Fidel pela primeira vez quando era funcionário da embaixada cubana no México, defende que a história de Fidel Castro seja contada a partir de outro herói cubano, José Martí, que lutou contra o domínio colonial espanhol em Cuba.
“Fidel nasceu em 1926, em 13 de agosto, mas Fidel bebeu de toda a história do independentismo cubano e, a partir daí, foi moldando suas concepções políticas, éticas e culturais. Foi dessa fonte que Fidel Castro se alimentou, e então temos um Fidel que é martiano, cespedista, e que recolhe todo esse caudal de ideias, todo esse caudal de sentimentos, de cultura, cultura política, cultura social que os próceres que fundaram a pátria sonharam”, conta Bairros.
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