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Ao lado de outros movimentos populares, MST participa de encontro com papa Leão XIV no Vaticano

MST debate pilares contidos na encíclica Fratelli Tutti, criada por Francisco, em reunião de movimentos do Sul Global

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Rodrigo Suñe, Direção do Setor de Internacionalismo do MST, e o papa Leão XIV.
Rodrigo Suñe, Direção do Setor de Internacionalismo do MST, e o papa Leão XIV. | Crédito: Reprodução/MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) participou, no último final de semana, de um encontro com o Papa Leão XIV, no Vaticano. O encontro foi promovido durante o IV Encontro Sindonal Fratelli Tutti: Diálogo Socioambiental Norte-Sul. Na audiência, o pontífice afirmou que “a terra, o teto e o trabalho são direitos sagrados pelos quais vale a pena lutar”.

O encontro reuniu lideranças da Igreja Católica, movimentos sociais, sindicatos, universidades e o setor empresarial e serviu para debater a integração global e os pilares contidos na encíclica Fratelli Tutti. A encíclica foi proposta pelo Papa Francisco e propõe uma reflexão sobre o ideal de fraternidade universal. 

O encontro no Vaticano se prestou a consolidar um espaço de diálogo entre atores das Américas do Sul e do Norte. O MST participou da entrega de um documento que apresentou as principais emergências socioeconômicas dos países dos continentes, demandando um modelo de desenvolvimento tecnológico com sentido social. No evento, quem representou o MST foi Rodrigo Suñe, da Direção do Setor de Internacionalismo do movimento. 

O encontro girou em torno de três eixos fundamentais: (1) O mundo do trabalho e transição ecológica; (2) Impactos do extrativismo e a urgência de dar voz ativa às comunidades afetadas pela exploração mineral e extrativista na América Latina; (3) e os desafios éticos e sociais das inovações tecnológicas e da Inteligência Artificial. 

Ao longo do evento, o Papa Leão XIV estimulou os participantes a “não terem medo” e a atuarem ativamente na promoção de uma “cultura da negociação” voltada ao bem da coletividade. 

Diálogo social

Os Encontros Sinodais Fratelli Tutti tiveram início na América Latina e no Caribe como um espaço eclesial voltado à “cultura do encontro”. As primeiras diretrizes foram estabelecidas em Bogotá, em 2022, com a participação de pesquisadores, representantes de movimentos sociais e da Igreja Católica. 

Na edição deste ano, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Jaime Spengler, discursou e apontou que, neste momento histórico, é preciso “juntar as melhores forças de nossas sociedades do Norte e do Sul para nos escutarmos mutuamente e descobrirmos os sonhos que nos unem para ver possível um mundo melhor para todos e todas”. 

Em outubro do ano passado, o MST se reuniu pela primeira vez com o atual pontífice. Naquela oportunidade, o movimento participou da quinta edição do Encontro Mundial de Movimentos Populares, no Vaticano, dizendo que o evento foi “um chamado para que os movimentos continuem caminhando junto à Igreja na construção de um mundo mais fraterno”.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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